
O aumento gradativo do IPI para produtos importados, as restrições da cota do Inovar-Auto e as previsões de queda de 10% nas vendas de importados em 2015, feitas pela Abeifa (leia aqui), não assustam nem abalam o otimismo do executivo que comanda a Mini no País. “De fato há uma crise na América Latina para o setor, mas é um momento passageiro e as marcas premium se blindam, de certa forma, no seu nicho. A Mini vai continuar expandindo a rede de concessionárias e aumentando suas vendas”, afirmou Julian Negri. Com base nos resultados de vendas do modelo cinco portas em outros mercados, o diretor da marca no Brasil acredita que ele será essencial para a empresa atingir seus objetivos aqui.
As expectativas são de crescimento e aumento da participação de mercado para os próximos anos e, em 2015, Negri prevê que os resultados fiquem próximos aos do ano anterior, cerca de 2,4 mil vendas, com o Cooper cinco portas representando 25% delas e o três portas chegando a 43% do total. Porém os números divulgados pela Abeifa sobre o primeiro bimestre deste ano para a montadora não são nada animadores. Os emplacamentos caíram 4,5% na comparação com os dois primeiros meses do ano anterior e o mês de fevereiro foi 21,9% pior do que o mesmo mês de 2014 e 22,3% abaixo de janeiro deste ano.
Em 2014 as vendas da Mini cresceram 26,5% no Brasil, em relação aos resultados de 2013. A nova geração do compacto Cooper respondeu por 60% das vendas e o Countryman atingiu a marca de 19%.