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Pedro Kutney, AB
O minimalismo de luxo do MINI acertou em cheio o gosto de consumidores brasileiros – claro, só aqueles que podem pagar de R$ 69.950 a R$ 149.950 pelo carrinho de dimensões diminutas, aparência inversamente chamativa e preço espaçoso. O desempenho comercial do MINI no Brasil surpreende. “As vendas estão acima de todas as expectativas iniciais”, conta Martin Fritsches, diretor de vendas e marketing da marca no Brasil. “Em 18 meses de mercado fizemos aqui o que esperávamos fazer em quatro anos”, completa.
A tradicional marca britânica, controlada pela alemã BMW desde o fim da década de 90, chegou ao Brasil só na metade de 2009. A crise financeira mundial fez sobrar algumas unidades e isso venceu a resistência em mandar o carrinho para cá, pois ninguém na BMW acreditava que um subcompacto de luxo pudesse dar certo aqui. A crença era de que quem tivesse dinheiro optaria por um modelo maior. Ledo engano. No primeiro ano inteiro de vendas do MINI por aqui, em 2010, foram emplacadas 1.720 unidades, número que, pelo ritmo atual, deverá crescer impressionantes 45% este ano, para 2,5 mil.
“Nossa expectativa é de continuar crescendo acima do ritmo do mercado”, avisa Fritsches. Das três versões do MINI trazidas em 2009, as 15 concessionárias hoje já oferecem 11 das 16 disponíveis (incluindo até uma 4×4), com opções de motores de 98, 122, 184 e 211 cavalos. Neste mês chegou a mais barata delas, o MINI One com câmbio manual, por quase R$ 70 mil. Até o começo de 2012 deve chegar também o One automático. Por enquanto o mais vendido continua a ser o MINI Cooper S automático.

Estilo de vida
O diretor da marca aqui avalia que o bom desempenho tem a ver com a preferência do público brasileiro por um carro urbano, ágil, esportivo e até “mais ecológico” no consumo de combustível. “A verdade é que o mundo está cada vez mais míni e nós vendemos esse estilo de vida”, idealiza Fritsches.
No caso do MINI no Brasil, certamente essa opção minimalista não está no preço – nem no efeito demonstração, já que o carro, com seu jeito de brinquedo-de-gente-grande, chama a atenção por onde passa sem precisar ostentar tamanho para isso. “Hoje existe maior previsibilidade econômica e as pessoas confiam no futuro para gastar mais com um carro premium”, avalia o diretor.

Pelo lado racional ou irracional o fato é que o carrinho pegou no Brasil. E a economia das proporções físicas do modelo atrai muito as mulheres, mas a maioria dos compradores são homens, na proporção de 70%-30% no caso do Cooper S, mais esportivo. O porcentual feminino cresce para 40% nas vendas do Cooper. “Mas sabemos que muitas mulheres influenciam os homens na compra”, acrescenta Fritsches.
