
Os carros seriam entre 5% e 10% menos econômicos do que o informado e tiveram sua produção e venda interrompidas. De acordo com a Mitsubishi, o problema foi descoberto após a Nissan notar discrepâncias em dados utilizados para calcular a eficiência dos motores.
Os resultados foram transferidos às autoridades japonesas, segundo o presidente da Mitsubishi, Tetsuro Aikawa. Ambas as companhias estudam compensações. O anúncio baixou em 15% o valor das ações da Mitsubishi na bolsa de Tóquio.
Em entrevista coletiva, Aikawa pediu desculpas a consumidores, acionistas e afirmou ainda que o incidente não deve afetar de modo significativo os lucros da empresa por causa da demanda aquecida por veículos em todo o mundo.
“Continuaremos investigando o que ocorreu e quem são os responsáveis”, garante o executivo. A HPE Automotores, que no Brasil representa a Mitsubishi e a Suzuki Automóveis, recorda que os carros envolvidos na fraude nunca foram produzidos nem vendidos aqui.
Este é o primeiro grande escândalo envolvendo uma montadora desde que a Volkswagen admitiu em 2015 a utilização de um software fraudulento instalado em parte de seus motores a diesel.