
A Mitsubishi deve demitir até maio 350 trabalhadores de sua fábrica localizada em Catalão (GO), segundo informa o sindicato local, que confirmou a demissão de 60 pessoas até o dia 6 deste mês. De acordo com a entidade, a empresa alegou queda na produção e nas vendas.
Procurada, a Mitsubishi afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não está se pronunciando neste momento sobre o assunto.
No último dia 31 de março encerrou a estabilidade de emprego na unidade, decisão acordada entre empresa e sindicato no fim de 2016. Contudo, o sindicato relata que em 28 de março recebeu comunicado da montadora afirmando que “até o momento inexiste a situação de demissões em massa”.
Em protesto, os empregados paralisaram as atividades da unidade por duas horas na manhã do dia 7. Sob a ameaça de manter a linha de produção parada, os representantes da montadora marcaram uma mesa de negociação com o sindicato no próprio dia 7, mas a reunião terminou sem avanço. Com o impasse, o sindicato solicitou uma mediação da Justiça do Trabalho, realizada na parte da tarde.
Na audiência, foi acordado que até 1º de maio não poderá haver dispensas e o sindicato se dispôs a debater medidas alternativas com a empresa. Além disso, será pago um abono no valor de R$ 3.500 para os demitidos no dia 6 de abril e vale alimentação referente a três meses no valor mensal de R$ 358,00.
“Conseguimos um prazo para os trabalhadores respirarem um pouco mais aliviados, mas a luta continua intensamente. Até o dia 30 de abril a Mitsubishi não poderá dispensar ninguém e, enquanto isso, o sindicato vai discutir as possibilidades existentes que possam evitar as outras demissões que a empresa alega precisar fazer. Este é um momento muito delicado e preocupante, mas o sindicato está empenhado em encontrar uma saída. Nossa cidade não comporta mais gente desempregada. Nossa luta é pela garantia de emprego”, afirmou o presidente do Simecat, Carlos Albino.
A entidade citou o exemplo de Anápolis, onde fica a fábrica da Hyndai-Caoa, onde os metalúrgicos conquistaram estabilidade de emprego até novembro com redução de jornada e de salário em contrapartida.