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Mitsubishi do Brasil investe R$ 1 bilhão e incentiva elétrico

Com estilo low profile, a Mitsubishi Motors do Brasil trabalha reservadamente no País para expandir suas operações automotivas. Os planos da empresa, no entanto, não são modestos. A empresa investe R$ 1,1 bilhão na unidade de Catalão, em Goiás, para expandir a capacidade de produção e lançar novos modelos. O ASX fabricado na planta goiana chegará em meados de 2013 e o Lancer Sedan no começo de 2014, quando entrará em operação também uma fábrica de motores, para eliminar as importações do Japão.
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paulo

25 out 2012

3 minutos de leitura

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No Salão do Automóvel o estande da marca foi visitado pela presidente Dilma Roussef, que foi recebida pelo presidente da empresa, Robert Rittscher, e pelo presidente do conselho, Eduardo Souza Ramos. Dilma conferiu as novidades da marca, como o Lancer GT AWD, o novo ASX, Outlander GT4, linha L200 Triton e Pajero Full.

Rittscher enfatiza que a Mitsubishi Motors do Brasil é a única empresa presente no 27º Salão Internacional do Automóvel de São Paulo que possui fábrica no Brasil com capital 100% nacional. Os novos projetos em Goiás devem criar mais de mil novos empregos e poderão atrair de oito a 15 fornecedores para a região. Hoje, a planta de Catalão é responsável pela produção da linha L200 Triton (L200 HPE, L200 Savana, L200 GLS, L200 GLX e L200 GL), o Pajero Dakar e o Pajero TR4. São importados o Pajero Full, ASX, Outlander, Lancer Sedan, Lancer Sportback Ralliart e Lancer Evolution X.

ELÉTRICO

Dizendo ter ficado bem-impressionado com a presença de executivos globais de alto nível no Salão do Automóvel deste ano, Reinaldo Muratori, diretor de engenharia e planejamento da Mitsubishi Motors do Brasil , destacou em entrevista a Automotive Business a presença do i-MiEV na exposição, um elétrico que está em testes no País. Há sete unidades em operação: duas na Light, em programa de smart grid, para uso inteligente de energia; uma na Petrobras, que promove avaliação comparativa entre elétricos; duas em uso na própria empresa e duas na holding da Mitsubishi no Brasil.

Há mais 20 unidades em fase de negociação, ao preço extraordinário de R$ 200 mil cada uma, sem deixar margem para a importadora. “Sem incentivos será impossível a disseminação da tecnologia no País”, reclama Muratori. Ele informa que uma empresa (não revelada) estuda a introdução de veículos sustentáveis na frota própria e poderá optar pelo i-MiEV, elevando o número de unidades em circulação.

TRAJETÓRIA

A Mitsubishi Motors foi uma das primeiras montadoras estrangeiras a chegar ao País, em 1991, após a abertura das importações de veículos, em julho de 1990. Seis anos depois, em 1997, a empresa assentou a pedra fundamental de sua unidade industrial em Goiás. A marca iniciou uma nova trajetória, deixando de ser representante da matriz japonesa para se tornar a primeira fábrica de automóveis no país com capital nacional e a primeira a se instalar na região Centro-Oeste (A CAOA só inaugurou fábrica em Anápolis em 2007).

Em julho de 1998 saiu das linhas de montagem a primeira Mitsubishi L200, com cabine dupla, motor diesel e tração nas quatro rodas. Com 14 mil m² de área construída e 150 funcionários, cinco veículos eram produzidos por dia. Em 2011 foi anunciado Projeto Anhanguera II, visando a uma nova ampliação da capacidade de produção, nacionalização de produtos importados e lançamento de novos veículos.

Assista abaixo a entrevista exclusiva a ABTV de Robert Rittscher, presidente da MMB: