
A Mitsubishi Motors decidiu encerrar a produção de veículos na China e vai transferir suas ações para a Guangzhou Automobile Group (GAC), sua antiga parceira no país.
Com a decisão, a empresa se torna mais uma a deixar de fabricar carros no mercado chinês, juntando-se a nomes de peso como Hyundai e Stellantis. Em todos os casos, o motivo foi o mesmo: a intensa concorrência por preços no país.
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Embora estivesse operando com um prejuízo acima de US$ 160 milhões na China, o revés não afeta o desempenho da Mitsubishi no ano fiscal atual. A empresa já havia suspendido temporariamente suas atividades por lá.
O acordo fará com que a GAC controle todas as operações e infraestrutura estabelecidas pela joint venture até então. Assim, a GAC produzirá veículos da marca Aion a partir de junho de 2024, com projeções para atingir uma capacidade anual de 600 mil unidades.
Mitsubishi investirá na divisão de carros elétricos da Renault
Ao mesmo tempo, a Mitsubishi revelou que investirá até € 200 milhões em uma nova fábrica de carros elétricos administrada em conjunto com a Ampere, nova empresa da Renault com foco na eletrificação.
Vale lembrar que a fabricante japonesa faz parte da aliança Renault Nissan. A meta é fortalecer a presença da Mitsubishi no mercado europeu.
O chairman da Renault, Jean-Dominique Senard, celebrou a chegada da marca japonesa à Ampere. O executivo revelou que pretende conversar detalhadamente com os executivos da Mitsubishi em uma viagem futura ao Japão.
“Como primeiro passo desta colaboração, a Ampere fornecerá um carro elétrico ou uma base para o mercado europeu”, disse a Mitsubishi em comunicado oficial.
Nissan e Mitsubishi vão investir na nova empresa francesa
A decisão de investir na Ampere surge após as parceiras Renault e Nissan terem reestruturado vários termos da aliança em julho.
A Nissan já havia se comprometido a investir até € 600 milhões na divisão de carros elétricos, além de se tornar um investidor estratégico e com poder de decisão no conselho administrativo da nova empresa.
