
Dados publicados pelo portal UOL, assinados por Ricardo Panessa, indicam que em seis meses no mercado europeu o Peugeot iOn vendeu 852 unidades, enquanto o Citroën C-Zero chegou a 935. A meta da PSA era chegar a 100 mil unidades em cinco anos.
NO BRASIL
E quanto ao i-MieV? “Vai bem no Japão e em algumas praças internacionais onde foi lançado”, conta Muratori, que tem planos de médio prazo para a montagem do veículo também no Brasil. Ele aposta que em uma primeira etapa, de cinco anos, de acordo com proposta em andamento na Câmara dos Deputados, haveria isenção de IPI e redução de imposto de importação para permitir a introdução das operações voltadas para elétricos, como instalações de recarga. Na etapa seguinte, esses benefícios seriam válidos apenas para veículos com significativo conteúdo local.
Muratori afirma que o custo CIS (cost into store) do veículo, já computado o imposto de importação de 35%, é da ordem de R$ 100 mil. Depois disso, na comercialização do carro, são aplicados outros impostos (IPI de 55%, PIS/COFINS, ICMS, etc) que elevam o preço público para cerca de R$ 200 mil, com margem de lucro praticamente zero para a Mitsubishi Motors do Brasil. Ele contabiliza sete unidades do veículo rodando no Brasil: dois da Light, um da Petrobras e outros quatro são da própria corporação. Automotive Business já testou uma dessas unidades, com impressão positiva.
O uso de elétricos no Brasil é acanhado. A Nissan está entregando dois Leaf para utilização como táxi em São Paulo e tem mais oito unidades encomendadas. A paulista Edra produz o Aris, ainda em fase de teste. A Fiat, em joint venture com a Itaipu, concluiu uma etapa para montagem de 50 unidades da Palio Weekend elétrica e prepara um segundo programa de mais 73. É mais comum encontrar veículos acionados a eletricidade em hotéis, campos de golfe e em ambientes industriais, para transporte pessoal ou de materiais.
Muratori não espera que a regulamentação do atual regime automotivo faça menção ao desenvolvimento local de veículos elétricos, embora acredite na importância de o País dominar o desenvolvimento de projetos, componentes e sistemas voltados para as tecnologias associadas. Apesar da demora na regulamentação para o segmento dos elétricos, Muratori mantém aceso o interesse pelo programa da companhia, que foi bem recebido na Ásia e tem como desafio vender nos Estados Unidos.