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Moan converte queda de 2013 em “empate técnico”

Luiz Moan Yabiku Jr., presidente da Anfavea, considerou ser “um empate técnico” a primeira queda em uma década das vendas no Brasil em 2013, em baixa de 0,9%, de 3,77 milhões de veículos contra 3,8 milhões no ano anterior. “Foram apenas 34 mil unidades a menos do que em 2012, o equivalente a cerca de dois dias de vendas. Isso pode ser explicado pelo Natal ter caído no meio da semana, impedindo o fechamento de maior número de negócios”, justificou sua tese Moan – que desde que assumiu a presidência da associação dos fabricantes, em abril do ano passado, evita admitir qualquer resultado negativo.
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pedro

07 jan 2014

2 minutos de leitura

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O dirigente preferiu destacar as vendas de veículos nacionais, que cresceram 1,5% em 2013 contra 2012, para 3,06 milhões de unidades. Ao mesmo tempo os emplacamentos de importados recuaram 10,3%, para 706,8 mil, com participação de 18,8% do mercado brasileiro, uma queda de 1,9 ponto porcentual na comparação com a fatia de 20,7% em 2012, e de 4,8 pontos diante do recorde de 23,6% em 2011. “É resultado direto do programa Inovar-Auto, que estimula a produção nacional, provocando a substituição dos importados por produtos feitos no Brasil”, explicou.

Ele também encomendou ao departamento de estatística da Anfavea um estudo gráfico para ressaltar que os 3,77 milhões de veículos vendidos em 2013 representam número 11,4% acima da média de emplacamentos verificada nos cinco anos anteriores, de 3,38 milhões de unidades/ano entre 2008 e 2012.

Para Moan, o principal motivo do pequeno recuo das vendas em 2013 foi a maior seletividade dos bancos na concessão de financiamentos para compra de carros. “Mas tenho convicção que esse cenário vai mudar em 2014 com o crescimento de 4% a 5% do estoque de crédito”, aposta.

Com a aceleração das vendas em dezembro (353,8 mil unidades emplacadas no mês, em alta de 16,8% sobre novembro), os estoques caíram de 423,5 mil um mês antes para 353,4 mil, o equivalente a 30 dias de vendas, contra 42 dias anteriomente. “Esse nível é bom, mas o de 40 dias não é preocupante, pois deve ser considerado o aumento do número de marcas e versões de veículos, além da expansão das concessionárias; são fatores que puxam naturalmente para cima os estoques”, diz Moan.

– Veja aqui os dados da Anfavea.


Assista à entrevista exclusiva de Luiz Moan a ABTV: