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de carro por aí

Mobi, o Fiat urbano

Primeiro produto criado pós fusão entre as marcas tuteladas por Fiat e Chrysler, o Mobi se auto define como carro urbano e funcional. Descrição correta. Menor dentre os Fiat e atualmente o mais leve entre os nacionais com 907 kg, novo produto utiliza plataforma mista, entre Novo Uno e Palio, e suspensão traseira do Uno. Mecânica conhecida das ásperas condições nacionais, transmissão de cinco marchas, retocado motor Fire 1.0, 75 cv, com pistões menor abrasão, e novas galerias de óleo para consumo menor e durabilidade maior.
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Redação AB

15 abr 2016

9 minutos de leitura

Segundo a parte Fiat da FCA o automóvel responde às demandas apuradas em pesquisa – mobilidade urbana; mecânica resistente; barata para manter; baixo custo de manutenção. Enquadra-se na Faixa A de consumo – de menor gasto.

É menor mas não é pobre em construção. Easy, versão de entrada, não tem aparência de carro pelado, apresentando-se com para choques pintados na cor do carro e o charme da tampa traseira em vidro temperado. Exibe democratização da tecnologia, com uso do ESS, piscador de luzes de freio quando pressionado severamente, sinalizando a emergência a motoristas a segui-lo. Idem, mecanismo provocador de cinco piscadas com simples toque na alavanca.

É urbano pelas reduzidas dimensões, facilidade de manobra, pelas portas traseiras com ângulo de abertura superior aos outros nacionais, banco posterior bipartido e dobrável, expondo a preocupação para acesso de crianças, uso de cadeirinhas, etc. Interior cuidado, rádio Delphi e, a partir da versão Like On, possibilidade de espelhar o celular ou tê-lo conectado para usá-lo como tela. Amplas possibilidades, sendo a mais interessante o registro, pelo celular, de seu último uso, permitindo indicar o local de estacionamento do Mobi.

Foco

Não é para cinco passageiros – exceto a usuários descompromissados na vertical ou em circunferência. Também não é um estradeiro, por seu porta malas contido. Dependendo da versão pode-se dispor de Cargo Box, caixa com alça ajustada ao pequeno espaço de bagagem, apta a ser retirada e transportada com compras. Externamente é bem conformado, com frente lembrando a picape Fiat Toro, grandes superfícies de faróis e luzes traseiras, com o talhe identificador do design Fiat.


Então?

Marca o vê como carro urbano, interfaceando com o Novo Uno, maior. Sua presença no mercado acaba com a versão básica deste e destina o Palio básico às frotas. Intenta vender 60 mil unidades até o fim do ano, média de 7.500/mês.

A meu ver o automóvel surge a partir da versão Easy On, portando ar condicionado e direção hidráulica. A inicial não tem estes equipamentos básicos. Garantia de três anos com seguro para extensão de 12 ou 24 meses, e a possibilidade de prévio pagamento financiado das revisões.


Preços

Easy: R$ 31.900
Easy On: R$ 35.800
Like: R$ 37.900
Like On: R$ 42.300
Way: R$ 39.300
Way On: R$ 43.800


Um sopro no coreano

Hyundai aplicou turbo ao motor tricilíndrico 1.0, elevando potência a 105 cv e torque a 15 kgf.m @ 1.550 rpm, sensível ganho de 47% sobre o motor 1.0 aspirado. Em performance na carroceria hatch, mais vendida, significa acelerar de 0 aos 100 km/h em 11,2s e fazer velocidade final de 182 km/h. O turbo é estendido à versão sedã, de comportamento assemelhado. Peça tem pequeno diâmetro, 34 mm, e sopra cautelosos 0,9 da pressão atmosférica. Em tais motores temperatura e lubrificação são críticos, turbo é lubrificado por via exclusiva, e o óleo lubrificante do motor agora é ACEA A5 apto a suportar temperaturas maiores; bomba de óleo tem dois estágios; pistões recebem jato refrescante inferior de óleo.

Para melhor aproveitamento, caixa de marchas passa a ter seis velocidades, com diferencial alongado permitindo cruzar com rotações menores, contendo o consumo. As três primeiras marchas são desmultiplicadas, e as demais, multiplicadas, abaixo de 1:1. A 100 km/h, 6a. marcha, motor gira a 2.650 rpm.


Preços

Hatch Comfort Plus: R$ 47.445
Hatch Comfort Style: R$ 51.595
Sedã Comfort Plus: R$ 51.475
Sedã Comfort Style: R$ 55.225

E o outro?

Comparativo entre Hyundai HB20 e o outro usuário de motor 1.0 turbo, o VW Up! TSI, indica curiosidades: cilindrada e potencia idênticas, mas em torque o up! é 16,8 kgf-m, contra 15 kgfm do Hyundai. Em preço, diferencial entre aspirado e turbo na VW é da ordem de R$ 3 mil. No Hyundai, R$ 3.700.

Três dias de festa para GM lançar Cruze
Data importante o lançamento Cruze, o Projeto Phoenix, sinal de maioridade da GM Argentina. Investimento de US$ 750 milhões para fazer carros e motores, foi para a Argentina após série de desgastes com sindicatos brasileiros, e transforma-a em fornecedora para a GM daqui. Grande passo para os argentinos, grande perda de empregos e impostos para o Brasil.

Cruze, inicialmente projeto coreano, foi indicado pela GM para ser seu produto de maiores vendas mundiais, transformando a GM Argentina na grande difusora do automóvel na América do Sul.

É família de carrocerias, iniciando com sedã de quatro portas. Hatch ao Salão do Automóvel, novembro. Motores, família básica, no conceito Downsizing – redução de tamanho. Bloco em alumínio, 1,4 litro, 16 válvulas, injeção direta, turbo. Transmissões de seis velocidades, mecânica e automática. Concorrerá com os por nós chamados médios – Citroën C4 Lounge, Peugeot 408, Ford Focus, VW Jetta. Honda Civic e Toyota Corolla, acima. Grande festa durará três dias – 3 a 5 de maio.


Roda-a-Roda

Muda
– Audi iniciará vender em maio, na Europa, segundo ciclo de vida da carreira do A3. Valem para Sedan, Sporback e conversível. Grande mudança frontal, com o grupo óptico redesenhado, faróis Xenon Plus ou LED. Grade aumentou. Atrás, mudança nas lanternas e um novo extrator de ar.

Mais
– Dentro, Virtual Cockpit, tela com navegador GPS, telefone, conexão por internet, e a mágica de usar, ou não, e em diâmetros diferentes, instrumentos virtuais. Motores 1,0 e 115 cv; 1,4 e 150 cv; 2.0 e 190 cv, 320 Nm de torque.

Regra
– O direito não socorre aos que dormem. Regra jurídica é lembrada pela notícia de Land Rover Classic ter comprado mundo afora unidades de seu pioneiro produto, o jipe Serie I, de 1948, para refazer 25 LR Defender novos, por mão de obra especializada e peças de fornecedores ou estoques de revendedores. De US$ 85 mil a 113 mil.

Lembrança
– Está no fato da produção, ano passado dos últimos 1080 Defender, a custo normal. Na prática, regra jurídica e mercado andam juntos: bobeou, dançou. Não comprou a preço de tabela, paga o de antigo.

Fica
– Eduardo de Souza Ramos, presidente do Conselho da HPE, fabricante de Mitsubishis e Suzukis em Catalão (GO), esclarece à Coluna lá manter a operação industrial, apesar da difícil logística de operar a 800 km do litoral, e em estado de baixa renda.

Paraguai
– Boato na praça dizia de possível mudança ao Paraguai. Sócio no Mercosul tem atrativos importantes e atraído autopartistas para lá.

Uruguai
– Kia freou a produção do caminhãozinho Bongo no Uruguai por 6 meses. Queda das vendas no Brasil formou estoque. Prazo é para limpar pátio.

Mercado
– Neste ano de tropelias governamentais marcando a história do país, alterações no mercado de automóveis vistas no primeiro trimestre exibem situações de surpresa.

Veja aí – GM virou líder de vendas, com Fiat em 2a VW mantém 3o. Quarta posição não é tradicionalmente da Ford, mas da Hyundai! Renault caiu de 5a para 7a. Toyota deu dois pulos e é 5a. Ford 6a. Após, Honda, Nissan e Jeep.

Varejo
– Você imagina fabricantes e importadores com estoque de O Km vencido em anos? Pois acontece por razões várias, incluindo prosaico descontrole físico, o de onde estão estacionados e esquecidos tais veículos.

Queima
– Ocorre com a Chery Brasil. Quer limpar o pátio de importados e nacionais com anos 2014 e 2015. Em campanha Completo de Fábrica: QQ 1.0 R$ 28.790; versão ACT R$ 31.990; Novo Celer FL 1.5 Flex, hatch R$ 34.990. Por RT$ 1 mil mais, sedã. Tiggo a promocionais R$ 53.990.

Foco
– Mirando mercado corporativo, Audi Financeira criou proposta para vender novo A4 a executivos contando com rendimentos de aplicações, bônus de performance, participação de lucros. 50% como entrada e outros 12 meses após. Juros atrativos e a capacidade de transferir o financiamento para outro Audi um ano mais novo.

Dúvida
– Será que dá para comprar o primeiro, e trocar de carro todo ano, sempre adiando pagar a metade final?

Ação
– Neste país onde a cada dia se descobrem setores inoperantes, grassa o medo da pandemia H1N1, em especial por falta de vacinas. Agulhas Negras, revendedor BMW em São Paulo, investiu em 1.500 doses e convidou clientes para tomá-las. Tipo marketing de simpatia.

Objetivo
– Ideia era fazer manifestação de agrado explícito e trazer clientes ao show room, ver novidades, e possíveis negócios de compra, troca, aquisição de mercadorias, etc e tal.

Mudou
– Entretanto, quando o poderoso jornal Folha de S. Paulo deu primeira página à campanha, abriu o foco, e fez distribuição social das vacinas a não donos e donos de BMW. Sequer vendeu um automóvel, mas conseguiu enorme mídia de simpatia.

Abertura
– Brasil apoia as ações desenvolvidas pelo Uruguai, presidindo o Mercosul, e União Europeia para acordo comercial. Terceira tentativa, óbice maior é questão agrícola, e dificuldade negocial é o fato de para o isolado Mercosul ser necessidade, e para a UE, não.

Aditivo
– Promax, licenciada para os produtos Bardhal lança condicionador de metais, aditivo para ser vertido no carter do motor, barreira contra desgaste. 200 ml tratam de 5 litros de lubrificante a cada troca. Médios R$ 65.

Sinergia
– BCA Brasil, leiloeira de grandes frotas fez parceria com o banco Santander para refinanciar veículos tomados por falta de pagamento e leiloados. Também vende veículos os de mesmas ações pelos bancos Itaú e Pan, frotas usadas de Hyundai, Pão de Açúcar, Walmart.

Sob medida
– Volvo Corretora de Seguros com seguro para ônibus, cobertura sob medida para diferentes operações de transporte rodoviário de passageiros.

Retífica RN
– Coluna passada informou não haver versões com motor Otto, flex na nova linha Ranger 2017. Estava mal informada pela fonte oficial. Há, utiliza motor de quatro cilindros, Duratec 2.5 produzindo até 173 cv de potência a álcool. Suprimiu o tanquinho de gasolina, degradador da engenharia nacional.