
Segundo o relatório, que teve análise técnica da Element Energy e Artelys com modelagem econômica pela Cambridge Econometrics, haveria redução total de € 12,4 bilhões em custos anuais de energia elétrica considerando a frota francesa em 2030 ou € 591 ao ano por motorista, levando em conta uma tributação de energia inalterada. Os dados mostram ainda que o setor de refino de petróleo diminuiria a receita em € 470 milhões ao ano ao mesmo tempo em que as receitas anuais para produtores de eletricidade e de hidrogênio aumentaria em € 3,1 bilhões.
O número máximo de veículos elétricos a serem acrescentados à frota sem aumentar a demanda por capacidade de geração de energia seria de 4 milhões de unidades, sempre considerando 2030, sendo que 20 milhões seriam equipados com tecnologia de carregamento inteligente. Todo este aparato geraria algo entre 66 mil e 71 mil novos postos de trabalho no período, sendo que 50% faria parte da cadeia de produção do setor automotivo
A redução das emissões de NOx (óxido de nitrogênio) chegaria a 72% na comparação com os níveis de 2015 e a de material particulado diminuiria 92% na mesma base de comparação.
“Os resultados deste estudo reforçam a estratégia da Renault como o primeiro fabricante europeu ao investir em veículos eléctricos. Eles são hoje uma solução de mobilidade sustentável e acessível a todos. Os 280 mil veículos elétricos em circulação produzidos pela Aliança Renault-Nissan já estão contribuindo para a melhoria do ar e da qualidade de vida nas nossas cidades. A pegada de carbono dos veículos eléctricos, já baixos na França, será ainda mais reduzida pelo contínuo desenvolvimento de energias renováveis”, declarou Jean-Philippe Hermine, diretor de planejamento ambiental e estratégia do Grupo Renault.
“Este relatório demonstra que as tecnologias automotivas com baixo carbono representam um importante potencial de crescimento para a economia francesa. É importante que todos os players do setor apresentem seus meios a fim de desenvolver as suas soluções em conjunto. Na Michelin, acreditamos profundamente nele. Nossos esforços em pesquisa e desenvolvimento para os pneus do futuro e nosso investimento em células de combustível, por exemplo, demonstram esse compromisso”, disse Eric Vinesse, diretor de pre-desenvolvimento da Michelin.
“Mobilidade de baixo carbono não é apenas um desafio para as fabricantes de automóveis. O sucesso só pode ser alcançado se as empresas mais avançadas trabalharem em conjunto para desenvolver soluções inovadoras”, acrescentou Hartwig Meier, chefe de desenvolvimento de Plásticos de Engenharia da Lanxess.
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