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Paulo Ricardo Braga, de Hannover
Não foi um momento dos mais agradáveis durante a entrevista coletiva que a Iveco concedeu aos jornalistas durante o IAA, salão de veículos comerciais, em Hannover, dia 21 de setembro. Um dos presentes perguntou ao CEO Paolo Monferino a respeito de especulações sobre sua saída da fabricante de caminhões e ônibus.
Monferino, bem-humorado, respondeu que esses rumores não são novos e provavelmente ocorrem porque chegou aos 64 anos, uma época em que deve considerar a possibilidade de se aposentar. Mais tarde o executivo garantiu a Automotive Business, falando em bom português aprendido nos tempos em que trabalhou no Grupo Fiat, no Brasil: ainda não há uma decisão sobre sua aposentadoria, embora os 64 anos representem uma boa hora para pensar em aproveitar “algumas coisas boas da vida” que a intensa atividade profissional vem roubando.
Vale lembrar também que a Iveco passa por um momento de transformação, com a criação da Fiat Industrial, da qual faz parte junto com a CNH e a FPT – Powertrain Technologies. Seria a “deixa” para Monferino mudar a trajetória.
Durante a apresentação o CEO referiu-se mais de uma vez aos bons resultados que a Iveco vem obtendo na América Latina. “Tivemos alguns momentos difíceis no Brasil, quando houve a decisão de encerrar a operação e investir na Argentina”, lembra. Na época a Iveco havia acabado de introduzir a marca no Brasil, em substituição à Fiat Diesel, e provocou um susto no mercado. Anos depois a matriz italiana optou pelo retorno, com a abertura da fábrica em Sete Lagoas, MG. O primeiro desafio foi vencer a relutância dos frotistas, que sofreram um duro golpe com a desvalorização da marca e dos veículos da marca.