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Montadoras alemãs são suspeitas de formar cartel desde os anos 1990

Montadoras alemãs estão sob suspeita de formação de cartel para produção de motores a gasolina, a diesel, freios e transmissões, entre outros sistemas. A denúncia partiu da revista Der Spiegel e envolve BMW, Grupo VW e Daimler, que teriam participado, desde os anos 1990, de grupos de trabalho secretos para o desenvolvimento de tecnologias.
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Redação AB

26 jul 2017

2 minutos de leitura

A denúncia se agrava por envolver métodos para redução de emissões de motores a diesel. Segundo a revista alemã, as montadoras teriam combinado o uso de tanques menores de Adblue (equivalente ao nosso Arla 32) a fim de barateá-los. Por serem menores, porém, esses reservatórios teriam se mostrado insuficientes para a tarefa de redução de emissões.

Uma investigação busca determinar se as empresas envolvidas utilizaram comitês da indústria automotiva alemã para discutir preços de componentes e tecnologias e se esses entendimentos constituíram comportamento anticoncorrencial.

Se a acusação contra as três gigantes for comprovada haverá novas multas bilionárias. Como se sabe, o escândalo VW dieselgate afetou 11 milhões de veículos pelo mundo e somente nos Estados Unidos a Volkswagen terá de pagar mais de US$ 20 bilhões em multas.

Também de acordo com a Der Spiegel, a Volkswagen enviou a autoridades europeias há cerca de um ano denúncia contra si mesma declarando “suspeita de procedimentos contrários à lei antitruste”. A Daimler também teria denunciado a si mesma como forma de atenuar a pena em caso de comprovação da prática desleal.

A BMW negou a participação no cartel. “Os veículos da BMW não são manipulados e cumprem os respectivos requisitos legais”, informou a montadora em nota.

Em documento publicado na quarta-feira, 26, o Grupo VW não fez comentários sobre o cartel. Preferiu dizer apenas que é algo comum os fabricantes de automóveis em todo o mundo se envolverem em trocas de questões técnicas a fim de acelerar o ritmo e reduzir o custo das inovações.

Dieter Zetsche, presidente do Grupo Daimler, afirmou em entrevista recente que a montadora age dentro da lei. Também garantiu que projetos em andamento tocados em parceria com outras montadoras não serão limitados ou prejudicados pela investigação.