
Apesar da greve, que já dura mais de três semanas nos Estados Unidos, as montadoras afetadas pela manifestação dos trabalhadores — General Motors, Stellantis e Ford — estão com estoques altos para abastecer o mercado norte-americano.
De acordo com dados da Cox Automotive, existem em estoque 2,2 milhões de veículos, ou o equivalente a 60 dias de vendas. Eles estão alocados nos pátios, nas concessionárias e em trânsito, citou a consultoria.
“Os níveis de estoque permanecem relativamente estáveis e, com exceção de alguns modelos da GM, as montadoras de Detroit têm estoque amplo por enquanto para mantê-las operando durante o próximo mês”, disse Charlie Chesbrough, economista sênior da Cox Automotive.
Segundo a consultoria, a greve do UAW contra as montadoras de Detroit poderia ter permitido que os concorrentes dessas empresas conquistassem vendas e participação de mercado. No entanto, os concorrentes têm estoques escassos, e isso acabou não acontencendo.
Negociações com as montadoras
O presidente do UAW, Shawn Fain, deve dizer na sexta-feira, 6, se a recente intensificação da negociação com as montadoras de Detroit produziu progresso suficiente para evitar mais greves.
“Nossa greve está funcionando, mas ainda não chegamos lá”, disse o presidente da entidade, Shawn Fain.
Esta semana, o UAW considerou uma greve contra a altamente lucrativa fábrica da GM em Arlington, Texas, que fabrica SUVs.