
Representantes das montadoras instaladas na Europa pedem mudanças acerca das regras para vendas de veículos elétricos na região. A Acea, entidade porta-voz das fabricantes do continente, pediu alterações a respeito da exigência de conteúdo local em veículos elétricos produzidos na União Europeia que são vendidos no Reino Unido.
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Segundo regulamento que rege o comércio entre os dois mercados, veículos elétricos vendidos no Reino Unido precisam conter 45% de partes e peças produzidos na União Europeia, e cerca de 60% de componentes ligados às bateriais também produzidos no bloco. Do contrário, os veículos ingressam no mercado britânico sobretaxados em 10% no imposto de importação.
“Aumentar os preços ao consumidor dos veículos elétricos europeus, no preciso momento em que precisamos lutar por fatia de mercado face à feroz concorrência internacional, não é a atitude certa”, disse Luca de Meo, presidente da Acea e também CEO da Renault.
A frase traduz a preocupação das montadoras locais em relação às suas cadeias de suprimentos. Nem todos os fornecedores das montadoras instalados no bloco europeu conseguiram localizar a produção de componentes para veículos elétricos. De modo que as montadoras pedem que ambas as regiões revisem o acordo estabelecido no momento em que o Reino Unido deixou o bloco (Brexit).
A Stellantis, por exemplo, disse que as fábricas de automóveis britânicas fecharão com a perda de milhares de empregos. A menos que o acordo do Brexit seja rapidamente renegociado. A Ford, por sua vez, afirmou que o quadro atual retardará a transição para a eletricidade.
A Acea, por sua vez, informou que as regras atuais podem custar às montadoras até € 4,3 bilhões em tarifas, o que vai afetar a produção de veículos.