
As montadoras e concessionárias dos Estados Unidos estão se esforçando para descobrir se ainda podem oferecer créditos fiscais de US$ 7,5 mil a possíveis compradores de veículos elétricos, enquanto o Congresso daquele país se prepara para a votação final de um projeto de lei que inclui uma revisão de cima para baixo das políticas de veículos limpos no mercado doméstico.
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Fabricantes, revendedores e consumidores não têm respostas para muitas perguntas básicas sobre como as novas regras afetarão a forma como os veículos limpos destinados aos consumidores – incluindo modelos totalmente elétricos e híbridos – serão comprados, vendidos e construídos, disseram montadoras, consultores e lobistas à agência Reuters. A medida do governo, que protege a produção nacional de veículos elétricos, deverá deixar de fora do incentivo fiscal mais de 70% do mix de veículos elétricos vendidos nos EUA.
A Volvo Car North America informou à agência que apenas um de seus modelos, que atualmente se qualifica para créditos fiscais, seguirá dentro do escopo dos incentivos caso a medida seja aprovada. O único modelo no curto prazo que se qualificará é o S60 Recharge, que é montado na Carolina do Sul. Várias montadoras, incluindo as startups Rivian e Fisker, começaram esta semana a pedir aos possíveis clientes que se comprometam a comprar veículos antes que as regras atuais sejam substituídas.
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A Mercedes-Benz disse que está “revendo a proposta em antecipação às novas disposições que se tornarão definitivas na próxima semana”. A Tesla e a General Motors, líder do mercado de veículos elétricos dos EUA, já vendem seus veículos elétricos sem crédito fiscal federal, porque atingiram o limite de vendas de 200 mil unidades/ano.
Já a Volkswagen disse que apenas o plug-in híbrido elétrico da Audi manterá seu crédito federal existente pelo resto do ano. A Audi disse que a legislação prevista para ser aprovada pela Câmara dos Deputados dos EUA na sexta-feira “terá um impacto consequente nos negócios e nos consumidores”.
Em carta a seus revendedores nos EUA, a Kia Motors afirmou que todos os seus veículos elétricos e plug-in não se qualificarão mais para créditos fiscais assim que a medida for assinada, a menos que os clientes tenham escrito contratos vinculativos.
Por fim, a Porsche, de propriedade da VW, disse na sexta-feira, 12, que os compradores de seus veículos elétricos Taycan e híbridos plug-in Cayenne e Panamera também perderão imediatamente a elegibilidade assim que a legislação for assinada.