logo

BMW

Montadoras mostram a cara da nova liderança pós-pandemia

Não foi apenas nas linhas de produção que a pandemia de Covid-19 provocou mudanças e impôs desafios. O momento histórico que abalou as estruturas da indústria automotiva também promoveu alterações na liderança das companhias que formam o setor, tanto em termos de gestão quanto de processos de trabalho.
Author image

Bruno de Oliveira

03 dez 2021

2 minutos de leitura

kreiger_abx.jpg
Marcio Querichelli, Aksel Krieger e Sandro Magaldi no #ABX21

“Fomos todos forjados em uma lógica que não existe mais. É imperativo aceitar essa visão porque a partir dela começa a se formar uma nova percepção de alguns contextos, como, por exemplo, de que aquilo que nos trouxe até o sucesso aqui não vai nos levar ao sucesso no futuro”, disse Sandro Magaldi, co-fundador da plataforma meuSucesso.com.

O consultor participou do painel “A nova realidade da liderança: exponencialidade e transformação”, realizado em meio online no #ABX21 e mediado pela editora especial Giovanna Riato. O ponto de vista de Magaldi acerca das transformações impostas pela pandemia foi compartilhado com Aksel Krieger, CEO da BMW no Brasil, e o Marcio Querichelli, presidente da Iveco na América do Sul.

Ambos os executivos concordaram que houve mudanças na forma de gestão dentro das montadoras nesse período. No caso da BMW, apontou Krieger, a pandemia levou a empresa a buscar mais inovação, e o resultado dessa reflexão interna culminou da adoção do trabalho remoto e da venda de veículos pela internet, uma vez que a pandemia, no ano passado, fechou as concessionárias.

“Em 20 anos de setor nunca vi tanta transformação na indústria como agora na pandemia. De uma hora pra outra tivemos que trabalhar de forma remota e isso foi o principal ponto de inovação em termos de gestão aqui na BMW, além, claro, de passar a vender veículos pela internet por causa das concessionárias fechadas. A empatia também cresceu durante da pandemia”, contou o executivo.

No caso de Querichelli, da Iveco, ele conta que teve de assumir o comando da empresa logo quando começou a pandemia, e isso o levou a um processo de adaptação ao cenário de distanciamento para liderar sua equipe de trabalho na montadora.

“Vivi uma experiência sui generis dentro da companhia, assumindo ela em março do ano passado, no começo da pandemia. Só fui conhecer a minha equipe depois de um ano. A mensagem que fica desse período é que se você se adaptar rápido a um cenário as chances de se sobrepor às dificuldades aumentam. Foi um bom momento também para se aproximar do cliente também”, contou o presidente da montadora.

O debate transmitido pela internet foi encerrado com uma provocação do consultor Sandro Magaldi: “Precisávamos de um fator externo forte para ter um comportamento inovador? Este é o principal legado da pandemia com vistas ao futuro. Estávamos todos acomodados a uma lógica estável”.