“São metas apertadas, as mais apertadas do mundo”, disse no comunicado Ivan Hodac, secretário geral da Acea. A associação alega que os objetivos de emissões de CO2 propostos pela Comissão Europeia são muito mais rígidos do que os adotados por Estados Unidos, Japão e China. Na visão da Acea, isso irá elevar os custos de manufatura na Europa, criando uma desvantagem competitiva na região que poderá retardar a renovação de frotas circulantes.
A Acea destaca o cenário de vendas declinantes nos últimos cinco anos na Europa, com projeção de novo tombo de 7% este ano – redução de 13,1 milhões de veículos em 2011 para 12,2 milhões em 2012, o nível mais baixo desde 1995. Nesse contexto, as metas de emissões propostas colocam um entrave extra ao desempenho dos fabricantes.
“Mais do que ambiciosas, as metas devem ser atingíveis”, reclama Hodac. “A legislação e o ambiente de mercado devem se apoiar, conforme já foi negociado anteriormente.” O secretário ressalta, contudo, que os fabricantes europeus continuam comprometidos em fazer sua parte e já reduziram a emissão média de CO2 da frota fabricada em 26,6% desde 1995, quando o índice era de 186 g/km, contra 136,6 g/km hoje. “Está claro que os níveis de CO2 dos veículos têm de continuar em tendência de queda e a indústria está comprometida em entregar isso”, concluiu Hodac.