
Os carros serão parcialmente montados no Brasil. As carrocerias virão armadas e pintadas da Inglaterra. “A pintura local não deve ocorrer antes de dois ou três anos”, diz Jauncey. Os motores e transmissões também virão prontos.
Entre os componentes nacionalizados ele citou bancos, revestimentos, sistema de exaustão, vidros e baterias. Atualmente, 100 operários contratados passam por diferentes treinamentos em Itatiaia. “Eles já receberam qualificação pelo Senai e também tiveram noções sobre manufatura enxuta”, afirma Jauncey.
Os líderes estiveram por três meses na Inglaterra para transmitir seus conhecimentos e em uma sala todos podem simular por um programa de computador os processos de montagem. O trabalhador testa sua habilidade em quatro níveis de dificuldade.
“No último estágio ele tem de provar que decorou a sequência”, afirma o gerente de manufatura Carlos Carrinho. Os treinamentos práticos ocorrem de diferentes formas. Em uma das estações os trabalhadores simulam o processo de montagem em pequenas carrocerias de madeira. Eles também aprendem a desmontar e montar novamente o interior do veículo e instalar componentes elétricos. Identificar peças e utilizar a parafusadeira para apertos em ângulo faz parte do processo de aprendizagem.
A Jaguar Land Rover tem capacidade instalada para 24 mil carros/ano em Itatiaia. Além do Evoque será montado no Brasil o Discovery Sport. Este seria o primeiro produto local, mas o sucesso de vendas do Evoque e o treinamento mais avançado para este modelo resultaram na mudança de planos (veja
aqui). Até 2020 a Jaguar Land Rover deve investir R$ 750 milhões na unidade.