
O ex-presidente da General Motors no Brasil, Mark Hogan, faleceu no último domingo, 16. O executivo foi o responsável pelas operações da montadora estadunidense por aqui entre 1992 e 1997.
Hogan esteve nos chamados tempos áureos da GM no Brasil. Participou do lançamento da linha Corsa e de suas variações (sedã, picape e station-wagon) nos anos 1990.
Também é considerado o “pai do Celta”. Foi o responsável pelo projeto da fábrica de Gravataí (RS), que viria a produzir o compacto em 2000. Além disso, foi o idealizador das vendas de carros da Chevrolet pela internet – com o mesmo hatchback.
Por aqui, também era apontado como o “mais brasileiro” de todos os presidentes que a GM já teve. Ficou conhecido pela sua diplomacia nas questões da montadora e pela cordialidade com os funcionários e a imprensa.
O executivo era pai de três filhos, dois dos quais brasileiros adotados durante sua passagem pelo país. Fora da montadora, era um apaixonado pelo carnaval carioca. Desfilou na bateria da tradicional escola de samba Portela por algumas ocasiões, onde tocava tamborim.
Mark Hogan na Toyota e na Magna
Depois da GM, foi presidente da Magna, fabricante canadense de componentes automotivos. Em 2007, Mark Hogan tornou-se o primeiro não japonês a integrar o Conselho Executivo da Toyota, a convite de Akio Toyoda, com quem trabalhou em uma unidade operada em parceria pela marca asiática e a GM na Califórnia.
Mark Hogan tinha 71 anos e morreu em Chicago (EUA), devido a complicações após um infarto na última sexta, 14.
Em nota, a Toyota lamentou a morte do executivo, que se aposentou na montadora em 2018. “É com profunda tristeza que soubemos que nosso amigo e ex-membro do conselho da Toyota Motor Corporation, Mark T. Hogan, faleceu. Nossos pensamentos estão com a família e amigos de Mark durante este período difícil. Todos nós sentiremos falta dele.”