
O executivo liderou negociações e operações que ajudaram a criar novos rumos para a indústria brasileira, contribuindo com seu desenvolvimento. Ele promoveu a internacionalização da subsidiária brasileira levando os veículos da marca produzidos no Brasil para cem países, inclusive a China, nos anos 1990, no início da globalização. Outro feito da gestão de Sauer foi ter negociado com o líder do Iraque, Saddam Hussein, em meados dos anos 80, a maior exportação de um único modelo de carro: foram 180 mil unidades do Passat, num contrato de US$ 1,7 bilhão.
Ele também criou o Consórcio Nacional Volkswagen e o Banco Volkswagen e estimulou a matriz alemã a implantar no Brasil a linha de produção de caminhões, em 1991.
Articulou a criação da Autolatina, em 1987, unindo as operações da Volkswagen e da Ford, nos mercados brasileiro e argentino. Na sua gestão, a Volkswagen lançou produtos icônicos como o Gol, Voyage, Parati, Saveiro, Santana, Passat, entre outros. Foi ele também quem decidiu encerrar a produção do Fusca, em 1986, dando lugar ao Gol, modelo que já passou por várias mudanças e é líder de vendas há 26 anos.
Foi responsável pela criação da segunda fábrica da marca no Brasil em 1976, em Taubaté (SP), introduzindo novas tecnologias e conceitos de produção. Com a crise do petróleo, nos anos 70, o executivo, defensor da busca por alternativas à gasolina, fez da Volkswagen do Brasil a pioneira no desenvolvimento dos motores movidos a etanol, lançados em 1979 nos modelos Sedan 1300, Brasília e Passat.
Sauer também contribuiu para o desenvolvimento das relações entre empresa e sindicatos, inédita na história do País, por meio do diálogo contínuo com os trabalhadores na década de 1980, quando o movimento sindicalista no ABC estava em expansão.