
No ano passado, 1.940.564 motocicletas zero-quilômetro foram emplacadas. No acumulado de janeiro a julho, o licenciamento de motos novas caiu 8,5% na comparação com o mesmo período de 2011. No fim do ano passado, projetava-se crescimento de 6%. Hoje se acredita em retração de 9,2% até o fim do ano.
Para enfrentar os próximos anos, Trivellato aconselha decisões firmes: “Quem tem quatro revendas, por exemplo, deve manter só aquelas que são rentáveis. Se não for, fecha.” A queda nas vendas neste ano ocorre por conta da dificuldade dos motociclistas para financiar os veículos: “Houve uma redução na concessão de crédito de cerca de 20%”, diz o consultor e proprietário da Autoanálise.
Sobre as vendas a crédito, Trivellato mostrou números importantes: “De 1999 para cá os juros tornaram-se três vezes menores. E caíram pela metade desde a crise financeira de 2008 (…) Isso é bom, mas juros reduzidos também significam margens menores. Para compensar, é preciso aumentar o volume de vendas”, adverte.
A venda por consórcio é outra saída apontada pelo consultor. A modalidade cresceu em 2009 como alternativa às vendas a crédito, pois naquele ano as financeiras também aumentaram o rigor na aprovação das propostas de financiamento. Em 2009, o consórcio respondeu por 23% das vendas do setor. Este ano, estima-se em 24% a participação da modalidade. “Consórcio é um complemento, mas não duvido que ele responda atualmente por 50% das vendas em algumas concessionárias.”
Para ele, este foi um dos fatores que fizeram a Honda elevar de 69,42% para 79,54% sua participação de mercado de 2008 para cá. Por causa do volume de adesões que o consórcio necessita, o consultor acredita que as fabricantes menores deveriam juntar-se e procurar uma grande administradora como forma de ampliar suas vendas por essa modalidade.