
A Stellantis reafirmou o seu compromisso de que todas as vendas de automóveis novos na Europa sejam modelos elétricos até 2030. A União Europeia estipulou prazo de até 2035 para que os licenciamentos na região sejam somente de veículos zero emissões.
Porém, segundo Christian Mueller, vice-presidente sênior de sistemas de propulsão da Stellantis para a região EMEA, muitos dos lançamentos de carros realizados pela companhia até 2029 ainda estarão nas estradas por mais de duas décadas.
Veículos a combustão ainda estarão na ativa
O executivo acrescentou que a longa vida útil dos carros tornou mais importante o desenvolvimento de e-combustíveis sintéticos, produzidos com energia renovável.
“Acho que 25% dos nossos veículos ainda estarão em uso após 20 anos. Portanto, este tipo de tempo de exposição aos combustíveis eletrônicos é considerável, muito considerável”, disse Mueller.
A Stellantis estima que esses motores representarão cerca de 28 milhões de veículos nas estradas da Europa, com redução de emissões de CO2 na região de até 400 milhões de toneladas métricas entre 2025 e 2050 com o uso de combustíveis sintéticos.
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Muitos céticos, no entanto, apontam que os e-combustíveis não são uma alternativa viável no curto prazo, devido à sua baixa disponibilidade e aos elevados custos.
Stellantis na busca por baterias mais leves
Além do desenvolvimento de e-combustíveis, a Stellantis trabalha em baterias mais leves para veículos elétricos. O objetivo é reduzir o peso das peças pela metade, disse o chefe de tecnologia do grupo, Ned Curic.
“Portanto, o que tenho em mente e uma meta muito difícil para minha equipe até 2030, a de mudar o peso da bateria para uma bateria pelo menos 50% mais leve”, disse Curic. “Teremos que pensar em materiais completamente novos, em uma nova química, em uma nova maneira de substituir esses materiais pesados por algo muito mais leve.”
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Como parte dos esforços de longo prazo para melhorar as baterias, a terceira maior fabricante de automóveis do mundo em vendas, cujas marcas incluem Fiat, Peugeot e Jeep, disse ter investido € 40 milhões (US$ 43 milhões) no seu Centro de Tecnologia de Baterias de Turim (Itália), que irá concentrar-se em testes internos e no desenvolvimento destas novas peças.