
A paralisação é convocada pela Federação dos Motoristas de Aplicativos do Brasil (Fembrapp) e pela Associação dos Motoristas de Aplicativos de São Paulo (Amasp). Atualmente, existem 2 milhões de motoristas de app ativos no país e a expectativa de adesão é de 70% da categoria.
“O valor repassado pelas plataformas para os motoristas segue congelado desde 2015, 2016, enquanto as plataformas aumentaram os preços para os passageiros”, alega Eduardo Lima de Souza, diretor da Fembrapp e presidente da Amasp.
Segundo Lima, uma corrida que em 2016 custava R$ 10 para o passageiro representava um ganho de R$ 7,50 para o motorista. Hoje, a mesma corrida custa aproximadamente R$ 14 para o usuário, enquanto o motorista embolsa somente R$ 7.
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Trabalhar com app está mais caro para os motoristas
Entre os problemas da falta de reajuste do repasse, Lima destacou a inflação do carro que subiu ao longo dos anos, além do aumento do preço do combustível e do aluguel ou financiamento do veículo.
De acordo com o comunicado sobre a greve, os motoristas tentaram negociar com as empresas de aplicativo, mas sem sucesso. Vimos a necessidade de realizar a paralisação na tentativa de termos nossas reivindicações atendidas”, diz o informe.
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A paralisação em grandes capitais como São Paulo devem acarretar em aumento do tempo de espera, cancelamento de corridas e viagens mais caras no caso dos motoristas que optarem por não aderir à greve.
Automotive Business entrou em contato com a Uber e a 99 para saber o posicionamento das empresas a respeito da paralisação e como funciona o reajuste dos repasses. Não houve resposta até a publicação desta nota. Caso as companhias respondam, o texto será atualizado.