
Motoristas que prestam serviço para a Uber realizaram um protesto na sgeunda (18) em frente à sede administrativa da empresa, que fica na Barra Funda, em São Paulo. Cerca de 100 pessoas participaram do ato, que começou à tarde e depois seguiu em comboio até o Aeroporto de Congonhas.
Os motoristas pedem o fim do preço fixo por corrida. Eles carregavam faixas com mensagens com dizeres como: “A Uber mente para motoristas e passageiros” e “A escravidão acabou”. À TV Globo, a Uber disse que não comentaria o assunto.
Cálculo controverso
Em abril, a Uber mudou a forma como as corridas são apresentadas aos motoristas no momento em que uma viagem é oferecida. Com essas mudanças, os motoristas (que antes só tinham acesso a uma estimativa do trajeto até o passageiro) agora passam a saber o trajeto completo até o ponto final e o valor da corrida, incluindo o preço dinâmico, quando este estiver ativo.
Na ocasião, o presidente da Amasp (Associação de Motoboys e Motoristas de Aplicativos de São Paulo), Eduardo Lima, disse ao Mobility Now que o aplicativo teria mudado a forma de cálculo do preço dinâmico. “Antes era um multiplicador, agora é um valor fixo. Isso não caiu no agrado dos motoristas”, disse ele.
Procurada pela reportagem à época, a Uber afirmou que o mecanismo continua sendo dinâmico e atualizado em tempo real, conforme a demanda da região no horário. O que mudou foi a forma de exibição do preço dinâmico na tela de solicitação de viagens no aplicativo usado pelos motoristas parceiros. Agora, o cartão de oferta detalha para o condutor o valor adicional, em reais, que ele vai ganhar (+R$ 4,25, +R$ 6,50 etc.), em vez de informar o multiplicador (1,1x, 1,3x, etc.), como era antigamente.
De qualquer forma, os motoristas alegam queda na arrecadação, algo que agrava uma crise já delicada por causa das frequentes altas no preço do combustível.