
Essa é uma das conclusões de um estudo realizado pelo Instituto de Segurança Viária (IIHS) nos Estados Unidos.
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A pesquisa foi realizada por vários meses com foco em dois sistemas de condução semiautõnoma: o Autopilot, da Tesla, e o Pilot Assist que equipa os modelos da Volvo.
Foram analisados o comportamento do motorista quando a tecnologia estava em uso e quais atitudes foram tomadas pelos condutores conforme eles se acostumavam aos recursos.
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Esses sistemas usam câmeras, sensores e programas computadorizados para manter velocidade e distância em relação a outros veículos, sempre de acordo com as configurações realizadas pelo motorista.
Além disso, eles também podem corrigir a trajetória e até centralizar o veículo em caso de saída da faixa de rolamento. Alguns sistemas, inclusive, podem realizar ultrapassagens de forma autônoma, caso haja espaço na faixa da esquerda para realizar a manobra.
Relatório diz que alertas precisam ser mais incisivos
Apesar de tudo isso, o motorista precisa manter atenção total na estrada e estar pronto para assumir o volante em caso de emergência. É por isso que a maioria dos sistemas exige que o condutor coloque as mãos sobre o volante constantemente.
O relatório da IIHS aponta que é preciso equipar os carros com alertas mais incisivos para assegurar que o motorista não perca o foco da atividade de dirigir.
“Nossos estudos mostraram que os motoristas adaptaram seus comportamentos para se envolverem em atividades secundárias que podem distraí-los. Isso demonstra porque os sistemas semiautônomos precisam de alertas mais robustos para evitar acidentes”, afirmou David Harkey, presidente do IIHS.
Quantas pessoas participaram das experiências
O estudo com base no Autopilot, da Tesla, usou 14 pessoas que dirigiram mais de 19 mil quilômetros com o sistema ativado. No período, 3.858 alertas relacionados à falta de atenção foram ativados. Os motoristas reagiram em uma média de três segundos, normalmente encostando as mãos no volante.
Já o estudo com o Pilot Assist, da Volvo, teve 29 voluntários que se distraíram em 30% do tempo no qual utilizaram o sistema. Esse volume foi classificado como “extremamente alto” pelo IIHS.
