
O setor de motos teve 79,5 mil unidades emplacadas em maio, registrando alta de 22,5% sobre abril, mês com número menor de dias úteis. Na comparação com maio do ano passado se vê uma retração de 8%.
No acumulado do ano, as 355,5 mil motocicletas vendidas registram queda acentuada de 23,7% no confronto com os mesmos meses de 2016.
Os números foram divulgados pela Fenabrave, federação que reúne as associações de concessionários.
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Essa queda acentuada no confronto com os primeiros cinco meses do ano passado ocorre porque a primeira metade do ano passado teve um número elevado ciclomotores usados sendo emplacados como novos por causa de uma mudança no código de trânsito. Descontados esses veículos a queda seria menor, próxima a 15%. Um fato positivo vem da média diária de licenciamentos em maio, que permaneceu em 3,6 mil unidades pelo terceiro mês consecutivo e confirmou projeção da Abraciclo, entidade que reúne fabricantes de motos (leia aqui). No segundo semestre de 2016 a média diária só chegou a esse patamar em dezembro, mês aquecido pelo 13º salário.
A Honda permanece como líder isolada e muito próxima a 80% de participação do mercado. Com 278,2 mil unidades licenciadas, registrou queda de 11,9% ante o mesmo período do ano passado. A Yamaha teve 46,6 mil motos emplacadas e anotou retração menor, de 3,8%, por causa da boa aceitação de três modelos urbanos de baixa cilindrada, a moto YBR Factor 150 e os scooters NMax 160 e Neo 125. Eles somaram 16,9 mil unidades nos cinco meses, 37% de tudo o que a empresa vendeu de janeiro a maio.
A Suzuki registrou 3,4 mil unidades no ano e queda de 35,4%. Essa retração vai se acentuar durante o ano. O motivo: a J.Toledo, representante da Suzuki no País, está substituindo parte das motos de baixa cilindrada por modelos de outras marcas, Haojue (chinesa) e Kymco (taiwanesa). Os veículos aproveitam a estrutura fabril da Suzuki em Manaus e são representados pela JTZ, espécie de braço da J.Toledo para administrar as novas marcas.
A Dafra anotou apenas 3,2 mil motos emplacadas nos cinco meses e recuou quase 50% (exatos 48,5%) ante o mesmo período do ano passado. Os estoques elevados até obrigaram a empresa a interromper a produção em abril (veja aqui).
Das fábricas com tradição em alta cilindrada chama a atenção o crescimento de 25,6% da Harley-Davidson, que registrou 2,1 mil emplacamentos no período. A BMW teve 2,4 mil motocicletas licenciadas e recuou 19,6%. Até o fim do ano conseguirá reverter essa situação porque seu modelo de baixa cilindrada, a G 310 R, já começou a ser montado no País.