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Motos dependem de estímulo ao crédito para recuperação

O setor de motos amargou uma queda de 18,93% nas vendas do primeiro bimestre do ano, em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados de emplacamento da Fenabrave. O fechamento do trimestre não deve trazer resultado muito diferente. Como estimular os negócios para reavivar o entusiasmo que reinava antes da crise? Para Moacyr Paes, diretor executivo da Abeiva, a queda do Cofins de 3% para zero anunciada pelo governo deve ajudar, mas as dificuldades maiores estão na área de crédito.
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01 abr 2009

2 minutos de leitura

Ele explica que antes da crise as financeiras fechavam contratos com o comprometimento de um terço da renda líquida do interessado, entrada zero e prazo de até 60 meses. Hoje as financeiras estão menos ativas, com exceção de Itaú e Finasa (Bradesco), os prazos caíram para 36 a 48 meses e há necessidade de uma entrada de 10% a 30%.

“O comprador de motocicletas é tipicamente das classes C, D e E e tem baixa renda. Para ele, facilidade de crédito é indispensável” – explica. Ele espera que os recursos prometidos ao setor automotivo pelo ministro Guido Mantega cheguem aos médios e pequenos bancos.

A indústria de motos, concentrada no Polo de Duas Rodas de Manaus não paga IPI por estar na Zona Franca. Há, regularmente, 3% de Cofins (zerado até final de junho) e PIS de 0,65% (mantido). O ICMS é pago pelo fabricante, no regime de substituição tributária.

O ICMS é a parte dos tributos que não mereceu ainda incentivo dos Estados – seja para motos ou para outros veículos. “Os governos estaduais não se mexeram para estimular o setor, deixando a iniciativa apenas para a esfera federal” – reclamou recentemente Paulo Butori, presidente do Sindipeças. “Uma contribuição para o segmento de motociclos nessa área seria bem-vinda” – acrescenta Paes.

O executivo da Abraciclo informa que a inadimplência no setor de consórcios está na faixa de 7% a 7,5%.