Ele explica que antes da crise as financeiras fechavam contratos com o comprometimento de um terço da renda líquida do interessado, entrada zero e prazo de até 60 meses. Hoje as financeiras estão menos ativas, com exceção de Itaú e Finasa (Bradesco), os prazos caíram para 36 a 48 meses e há necessidade de uma entrada de 10% a 30%.
“O comprador de motocicletas é tipicamente das classes C, D e E e tem baixa renda. Para ele, facilidade de crédito é indispensável” – explica. Ele espera que os recursos prometidos ao setor automotivo pelo ministro Guido Mantega cheguem aos médios e pequenos bancos.
A indústria de motos, concentrada no Polo de Duas Rodas de Manaus não paga IPI por estar na Zona Franca. Há, regularmente, 3% de Cofins (zerado até final de junho) e PIS de 0,65% (mantido). O ICMS é pago pelo fabricante, no regime de substituição tributária.
O ICMS é a parte dos tributos que não mereceu ainda incentivo dos Estados – seja para motos ou para outros veículos. “Os governos estaduais não se mexeram para estimular o setor, deixando a iniciativa apenas para a esfera federal” – reclamou recentemente Paulo Butori, presidente do Sindipeças. “Uma contribuição para o segmento de motociclos nessa área seria bem-vinda” – acrescenta Paes.
O executivo da Abraciclo informa que a inadimplência no setor de consórcios está na faixa de 7% a 7,5%.