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Motos impedem maior crescimento do Polo Industrial de Manaus

O faturamento do Polo Industrial de Manaus (PIM) de janeiro a abril totalizou R$ 21,4 bilhões, ante R$ 20,9 bilhões no igual período do ano passado, alta de 2,17%. Na conversão para o dólar, porém, verifica-se queda de 6,04%. O valor somado foi de US$ 11,9 bilhões em 2012 e de US$ 12,7 bilhões no quadrimestre de 2011. “Há que considerar que o dólar não valia tanto em 2011 quanto agora. Com isso, o resultado é positivo para o PIM, apesar de questões pontuais como as vendas de motocicletas e ares-condicionados”, afirma Thomaz Nogueira, representante da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) .
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Redação AB

18 jun 2012

2 minutos de leitura

Os empregos de janeiro a abril (116.933) superam os gerados no quadrimestre de 2011 (115.109), mas tiveram recuo na comparação com os postos ocupados até março (117.884). Ness aspecto, o desempenho do polo industrial amazonense também foi mais afetado pelos resultados das motos e aparelhos de ar refrigerado.

A produção de motocicletas teve queda de 7,72% de janeiro a abril, com 660,2 mil unidades no período deste ano, ante 715,4 mil no primeiro quadrimestre do ano passado. O faturamento do polo de duas rodas registrou queda de 5,52%, com US$ 2,72 bilhões. O resultado de janeiro a abril do ano passado foi de US$ 2,88 bilhões.

Diferentemente das motos, as bicicletas do polo de Manaus tiveram alta de 32,23% na produção. De janeiro a abril foram fabricadas 281 mil unidades. No mesmo período do ano passado, o total foi de 213 mil. No caso do ar-condicionado, a queda da produção foi de 56,54%: de 774 mil aparelhos no primeiro quadrimestre de 2011, a produção baixou para 336,4 mil unidades.

Com a recente elevação das alíquotas de IPI para motos, condicionadores de ar e fornos de micro-ondas importados, a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) espera recuperação desses setores nos próximos meses. “No caso do polo de duas rodas, é preciso também que o setor financeiro recupere a confiança no mercado para voltar a liberar mais créditos ao consumidor final”, diz Nogueira.