
Com a nova medida, esses ciclomotores passarão a pagar 25%. A marca Shineray, que tem volume expressivo de vendas no Nordeste, está entre as mais afetadas pela medida. As importadas de alta cilindrada já pagavem 35% e por isso não sofrerão os reflexos do decreto.
“Em 2011, 75% das importações foram de modelos até 50 cc”, diz José Eduardo Gonçanves, diretor da Abraciclo, associação que reúne fabricantes nacionais. Os modelos chineses de 50 cc quase não são vistos em São Paulo, mas têm grande aceitação no Nordeste, onde muitas vezes rodam sem ser emplacados.
A medida protegeu as montadoras de Manaus. Várias fábricas instaladas na Amazônia têm grande dependência de componentes importados, especialmente de motores, mas todas saíram ilesas porque produzem no Polo Industrial de Manaus cumprindo o Processo Produtivo Básico (PPB), um conjunto de regras de nacionalização. Vale dizer também que, por estarem em Manaus, ficam isentas do IPI.