
As motos de baixa cilindrada, que em regra eram montadas a partir de peças Lifan, deram lugar aos modelos da parceira Zongshen. Mais modernos e com bom acabamento geral, causaram boa impressão. Em 2011, ajudada pela euforia do setor, a Kasinski alcançou 1,6% de participação no mercado de motos, o equivalente a cerca de 31 mil unidades em 12 meses.
Veio 2012 e com ele um período ruim para o setor. As financeiras dificultaram a aprovação de crédito, essencial para as motos de baixa cilindrada. Naquele ano as vendas do segmento caíram 15,6% e as da Kasinski, mais de 25%. Em 2013, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas, a Kasinski realizou grandes cortes na produção logo após o carnaval.
No segundo semestre, deixou de fazer parte da Abraciclo, entidade que reúne fabricantes de motos, e fechou a fábrica. Sobre a sócia e fornecedora de motos, a Zongshen, a Kasinski informou no dia da elaboração dessa reportagem: “Está saindo da operação e do País.” Agora alega que a chinesa permanecerá como fornecedora se a Kasinski se reerguer (leia aqui). A produção permanece parada. Estaria migrando para uma estrutura menor, segundo a própria Kasinski, que afirma ter ainda 80 revendas abertas.
Entre as promessas não cumpridas pesa contra a Kasinski o anúncio da produção de bicicletas e motonetas elétricas em Sapucaia (RJ), que nunca ocorreu. Nos próximos dias a empresa apontará algum caminho a partir novas negociações.