
O volume deste início de 2013 está abaixo inclusive do período equivalente de 2009, pior ano da história recente do setor, que teve 302.440 unidades emplacadas até o meio de março. Estudo da consultoria Autoanálise ressaltou também os maus resultados no começo deste ano. As projeções da empresa apontavam retrações de 6,5% e de 14,6% em janeiro e fevereiro, respectivamente, ante iguais meses de 2012. Contudo, essas reduções foram ainda maiores, de 11,8% e 24,9%.
“O volume semanal de emplacamentos vem crescendo, mas ainda está abaixo dos níveis de 2012”, afirma o consultor e sócio da Autoanálise, Francisco Mendes. A empresa acredita que o primeiro semestre terá resultado 6,5% inferior ao dos primeiros seis meses do ano passado e resultará no fechamento ou consolidação de concessionárias (concentração em grandes grupos), já que a venda de motos novas representa 80% do total do modelo de negócios nesse setor.
Mendes acredita em redução do índice de inadimplência, principal motivo da retração nas vendas de motos. Em 2011, segundo os fabricantes de motocicletas, os financiamentos responderam por 52% dos negócios fechados no setor. Em 2012 esse número caiu para 41% com a restrição ao crédito.