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Motos: mercado interno cairá 4,5% neste ano

Por causa da retração de 10,5% nas vendas de motos do primeiro trimestre (leia aqui), os fabricantes revisaram para baixo as projeções do setor. De acordo com a Abraciclo, entidade que reúne as montadoras de Manaus (AM), até o fim de 2015 os emplacamentos devem ficar em 1,36 milhão de unidades, volume 4,5% menor que o estimado no início do ano. Em unidades, serão cerca de 65 mil motocicletas a menos, a metade de um mês de vendas. A previsão anterior, de janeiro, estimava 1.470.000.
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cria

09 abr 2015

2 minutos de leitura

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– Veja aqui as projeções das fabricantes

A produção em 2015 deve ficar em 1,41 milhão, 6,8% abaixo daquela registrada no ano passado. Ainda de acordo com a Abraciclo, as concessionárias vão absorver este ano 1,36 milhão de motos, 4,9% a menos que em 2014.

“Desde junho de 2014 a média diária de emplacamentos se mantém abaixo de 6 mil unidades”, recorda o presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian. Com os emplacamentos observados até o início de abril e aqueles estimados até o fim do ano, a média diária de emplacamentos em 2015 deve ficar em pouco mais de 5,4 mil motos zero-quilômetro licenciadas por dia útil.

As exportações devem fechar o ano com cerca de 70 mil unidades e retração de 20,5%. A queda será menor, porém, que a projetada no início do ano, quando a Abraciclo previu 55 mil unidades vendidas ao exterior: “Estamos enviando mais motos para a Colômbia e Peru”, diz Fermanian. Os números da entidade mostram também que os negócios com o Canadá também cresceram. No primeiro trimestre deste ano o país comprou 813 unidades, volume 73,7% maior que o registrado no mesmo período de 2014. Para a Argentina, porém, os embarques recuaram de quase 20 mil unidades no primeiro trimestre de 2014 para menos de 1,1 mil de janeiro a março deste ano.

No mercado interno, as vendas de modelos com cilindrada até 150 centímetros cúbicos nesses três primeiros meses tiveram queda de 22,4%. Este é o segmento de maior volume e recuou de 315,5 mil para 244,9 mil unidades no confronto janeiro-março deste ano com os mesmos meses do ano passado. As motos de alta cilindrada, que até 2014 mantinham algum crescimento, recuaram 7,4% neste início de 2015. Para Fermanian, a incerteza “é o maior ingrediente” e mesmo aqueles com poder aquisitivo mais alto estão adiando a decisão de compra ou troca do bem.