
Essa média é semelhante àquela que o segmento vem exibindo desde a metade de 2016 e parece ter-se tornado um novo e triste patamar para o setor. Os números foram divulgados pela Fenabrave, federação que reúne as associações de concessionários.
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As vendas do primeiro bimestre somaram 128,1 mil motocicletas, assim como nos mesmos dois meses do remoto ano de 2004. A comparação do primeiro bimestre de 2017 com o mesmo período de 2016 revela queda acentuada de 29,9%, mas vale lembrar que os primeiros meses do ano passado estavam sob forte influência de uma mudança no código de trânsito que tornou obrigatório o emplacamento de ciclomotores em todo o País, gerando a lacração de veículos que rodavam havia um ano ou mais sem placa.
Tanto é verdade que os emplacamentos da Shineray, líder do segmento de ciclomotores, caíram 85% neste primeiro bimestre, enquanto os da Honda, que não vende produtos desse tipo, recuaram 16,7%.
Das marcas com tradição em alta cilindrada chamam a atenção os resultados da Harley-Davidson, que anotou alta de 20,9% sobre os mesmos dois meses do ano passado, e da BMW, que teve queda de 40,3% na mesma comparação. Crescendo ou não, nenhuma delas somou 800 emplacamentos neste começo de ano.
A Fenabrave espera leve alta de 4% para o setor de duas rodas em 2017.