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Giovanna Riato, AB
Enquanto os fabricantes de motos recuperam-se da rasteira que a crise financeira deu no setor, a Kasinski prepara o terreno para crescer em vendas com as motos elétricas. Há cerca de três meses, a montadora trouxe para o mercado uma scooter, com expectativa de vender 200 unidades por mês. Mesmo sem publicidade, a empresa manteve o ritmo de 300 motos mensais, limite da produção para o modelo em Manaus.
“Vamos fazer campanha e ampliar a divulgação quando a fábrica do Rio de Janeiro estiver pronta e pudermos atender a demanda. A intenção é comercializar 20 mil unidades por ano”, entrega Rogério Scialo, diretor comercial da marca. Uma das apostas do executivo é fechar contratos para frotas governamentais e aproveitar as motos em rondas motorizadas, entregas dos Correios e movimentação dos profissionais que medem consumo de energia e água. “Os modelos são ideias para isso”, promete.
A nova planta industrial da companhia deve ficar pronta em 2012. Enquanto isso a empresa negocia contratos para organizar uma rede de abastecimento e prepara o terreno para o restante da linha de motos elétricas, que deve totalizar seis modelos.
A Abraciclo, associação dos fabricantes de duas rodas, parece não estar tão convicta quanto à eletrificação. “Hoje a moto flex é a aposta”, conta Moacyr Alberto Paes, diretor executivo da entidade. Os modelos bicombustível ampliaram a participação nas vendas de 12% para 18,5% entre 2009 e 2010.
Scialo não parece abalado com a concorrência. “O cliente precisa de apenas R$ 1 para rodar 50 quilômetros com a scooter elétrica”, promete ele. O jeito é esperar para descobrir quais tecnologias devem abocanhar a maior fatia do bolo. Espaço há. O Brasil é o quarto maior mercado de motos do mundo e projeções da Abraciclo apontam para um avanço de 9,5% nas vendas sobre o ano passado, para 2 milhões de unidades. A expectativa para a produção é de aquecimento de 13,3%, com 2,06 milhões de veículos.
