
A produção em maio totalizou 147.929 motos, registrando queda 4,4% em relação ao mês anterior e de 13,9% no confronto com maio do ano passado. O acumulado deste ano teve 684.307 unidades. O confronto com o mesmo período de 2012 revela queda acentuada, de 17,3%, porque naquele período a indústria ainda não havia ajustado seu ritmo de produção à nova realidade do mercado, que perdeu fôlego em abril de 2012 por causa do aumento do rigor na concessão de crédito.
A Abraciclo atribui as retrações no atacado e na produção de maio de 2013 à queda ocorrida nos emplacamentos, que já na primeira quinzena sinalizaram retração. Mas vale dizer que maio teve um dia útil a menos que abril e dois feriados, um deles prolongado, que acabou engolindo o que deveria ter sido o último dia útil do mês.
“Os volumes permanecem abaixo dos registrados em 2012, mas a queda nos últimos dois meses está menos acentuada que no primeiro trimestre do ano. A oferta de crédito aos nossos consumidores continua restrita, mas está estável. A expectativa do setor é de recuperação gradativa a partir do segundo semestre”, comenta o presidente da Abraciclo, Marcos Szaven Fermanian, presidente da Abraciclo.
RETRAÇÃO TAMBÉM NO MERCADO EXTERNO
As exportações de motos em maio chegaram a 4.105 motocicletas, queda de 58,8% em relação a abril e de 59,9% ante maio de 2012. No acumulado de janeiro a maio de 2013 foram enviadas ao exterior 36.629 unidades, resultando em retração de 11,8% no confronto com os mesmos cinco meses de 2012.