De maneira mais formal do que clara, o atual diretor da entidade, José Eduardo Gonçalves, respondeu: “A Abraciclo realiza gestões junto aos órgãos governamentais e ministérios visando à implementação de medidas de incentivo para o setor de duas rodas.” Sobre a possibilidade de volta da isenção da Cofins, adotada em 2009, Gonçalves afirmou: “Todas as medidas que estimulem a produção, os negócios e a empregabilidade no setor serão consideradas importantes no atual contexto econômico.”
Há pouco mais de três anos, em 30 de março de 2009, após o governo ter reduzido o IPI dos automóveis nacionais, os fabricantes de motos conseguiram como medida paliativa a isenção da Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), cobrada no momento da venda da indústria para a concessionária. A medida valeu para motos até 150 cc e resultou em abatimentos em torno de R$ 200 para motocicletas de R$ 6 mil. Outra medida adotada naquele período foi a renúncia fiscal do governo do Amazonas de parte do ICMS cobrado no fornecimento de energia elétrica às fabricantes de motos. A contrapartida era a manutenção dos empregos do setor.