
Desde maio, as concessionárias Honda vendem o scooter PCX 150. Ele tem um recurso chamado Idling Stop System, semelhante ao Start-Stop dos carros, que desliga o motor nas paradas de semáforo. Basta reacelerá-lo e ele volta a funcionar. O sistema ajuda a economizar combustível.
Outra tecnologia do PCX voltada à redução de consumo está em sua transmissão. Em regra, scooters utilizam polias variáveis no lugar de engrenagens. Elas facilitam a pilotagem como um câmbio automático, mas têm o inconveniente de manter o motor em rotações médias ou altas, elevando o consumo.
No PCX, porém, foi aplicado o Enhanced Smart Power (ESP), recurso que força o alongamento da relação entre as polias quando o piloto trafega em velocidade constante.
TRÊS CILINDROS
Motocicletas de três cilindros não são novidade, mas suas vantagens começam a ser aproveitadas por mais fabricantes, assim como ocorre entre as montadoras de automóveis. Para testar a aceitação dos brasileiros, a Yamaha trouxe ao Salão Duas Rodas 2013 a MT-09, equipada com o novo propulsor de 847 centímetros cúbicos e 115 cv de potência.
“Motores de três cilindros representam uma evolução tecnológica, pois preservam potência, torque e desempenho, mas com menos peso e menor quantidade de peças móveis”, respondeu o corpo técnico da Yamaha do Brasil sobre as vantagens desses propulsores em relação aos quatro-cilindros.
A inglesa Triumph lançou em 1968 sua primeira moto de três cilindros. Hoje, a maior parte de seus produtos utiliza esses propulsores. “Eles são menores que os quatro-cilindros, o que se traduz em redução de peso, e também têm menos peças móveis, resultando em menor atrito”, recorda o gerente de pós-venda da Triumph do Brasil, Cláudio Peruche.

De cima para baixo: a nova Yamaha MT-09 e seu motor de três cilindros, uma tendência na indústria, e a Honda Titan 150 Mix 2009, primeira motocicleta flex.
FLEX TARDIO E SIMPLIFICADO
O sistema flex estreou nos automóveis em 2003, mas só chegou segmento de duas rodas em 2009. O menor consumo de combustível das motos explica em parte esse atraso, mas o preço da tecnologia e o fato de estar associada ao uso de injeção eletrônica também têm sua parte de culpa nessa demora (vale lembrar que muitos modelos até 150 cc ainda utilizam carburador).
A primeira moto flex foi a Honda CG 150 Titan Mix. Foi lançada no primeiro semestre de 2009. Hoje a Honda tem seis modelos flexíveis. A Yamaha lançou sua primeira moto bicombustível em 2012 e em outubro deste ano começou a vender a Fazer 150 Blueflex.
Por contenção de custos, as motos flex não trazem sistema auxiliar de partida a frio. Uma lâmpada no painel alerta sobre a predominância de etanol no tanque e possível dificuldade de partida em temperaturas próximas a 15 graus.
Especialistas acreditam que o pré-aquecimento do combustível (como ocorre nos carros com sistema Bosch FlexStart) será a solução mais apropriada às motos pelo pouco espaço disponível para um tanque auxiliar de gasolina.