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Motos têm em agosto o 2º pior mês de 2014

Agosto foi o segundo pior mês de 2014 para o setor de motos. Com 111,3 mil unidades emplacadas, só não ficou abaixo do fraco junho, que, contaminado pela Copa do Mundo, teve menos de 104 mil motocicletas lacradas. Na comparação com julho, os licenciamentos de agosto registraram queda de 8%. A média diária de 5,3 mil motos emplacadas em agosto foi praticamente a mesma do mês anterior, mas pesaram os dois dias úteis a menos. Os números foram divulgados pela Fenabrave, federação que reúne as associações de concessionários.
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02 set 2014

2 minutos de leitura

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No acumulado do ano, o segmento teve pouco mais de 950 mil unidades lacradas, resultando em queda de 6,1% ante igual período de 2013. Ainda em relação aos oito meses do ano passado, a média diária de motos licenciadas em 2014 recuou 3,1%.

A Honda mantém mais de 80% do mercado de duas rodas e teve 763,9 mil motos emplacadas de janeiro a agosto, queda de 6,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Com 12,5% de participação, a vice-líder Yamaha licenciou 119 mil unidades, contrariando a tendência de queda e crescendo 11,7% graças a dois novos produtos de baixa cilindrada (Fazer 150 e Crosser 150).

Ainda no acumulado do ano, a Dafra registrou 13,8 mil motos emplacadas, queda de 21,2%. O período foi ainda pior para a Suzuki, quarta colocada, que com pouco mais de 10 mil motos lacradas em oito meses registra queda de 47,8% em relação ao mesmo período de 2013. Atualmente, a marca detém pouco mais de 1% do mercado brasileiro, participação muito distante da alcançada em 2008, quando chegou a 7,4%.

Entre as marcas de prestígio, a Kawasaki, oitava colocada, também acusa o golpe da escassez de crédito que afeta o setor. Registrou total de 4.586 motos emplacadas até agosto, 29,6% a menos que em igual período de 2013. Um forte motivo para a retração na Kawasaki está na queda de 33,4% na demanda de sua moto de entrada, a Ninja 300.

Da Harley-Davidson, a sétima do ranking, foram lacradas 4.965 unidades, pequena retração de 4,8%. A BMW, sexta colocada, licenciou mais de 5,3 mil motocicletas e cresceu 6,7%.