
No acumulado do ano, o segmento teve pouco mais de 950 mil unidades lacradas, resultando em queda de 6,1% ante igual período de 2013. Ainda em relação aos oito meses do ano passado, a média diária de motos licenciadas em 2014 recuou 3,1%.
A Honda mantém mais de 80% do mercado de duas rodas e teve 763,9 mil motos emplacadas de janeiro a agosto, queda de 6,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Com 12,5% de participação, a vice-líder Yamaha licenciou 119 mil unidades, contrariando a tendência de queda e crescendo 11,7% graças a dois novos produtos de baixa cilindrada (Fazer 150 e Crosser 150).
Ainda no acumulado do ano, a Dafra registrou 13,8 mil motos emplacadas, queda de 21,2%. O período foi ainda pior para a Suzuki, quarta colocada, que com pouco mais de 10 mil motos lacradas em oito meses registra queda de 47,8% em relação ao mesmo período de 2013. Atualmente, a marca detém pouco mais de 1% do mercado brasileiro, participação muito distante da alcançada em 2008, quando chegou a 7,4%.
Entre as marcas de prestígio, a Kawasaki, oitava colocada, também acusa o golpe da escassez de crédito que afeta o setor. Registrou total de 4.586 motos emplacadas até agosto, 29,6% a menos que em igual período de 2013. Um forte motivo para a retração na Kawasaki está na queda de 33,4% na demanda de sua moto de entrada, a Ninja 300.
Da Harley-Davidson, a sétima do ranking, foram lacradas 4.965 unidades, pequena retração de 4,8%. A BMW, sexta colocada, licenciou mais de 5,3 mil motocicletas e cresceu 6,7%.