
Chama a atenção em agosto a fraca média diária de emplacamentos, de 5,87 mil unidades. Representantes do setor esperavam para o segundo semestre algo em torno de 6,5 mil unidades, animados pela média diária de abril, de 6,4 mil unidades. No acumulado do ano chegaram às ruas 1.011.544 motocicletas zero-quilômetro, retração de 10,3% na comparação com os mesmos oito meses de 2012.
Em cada mês de 2013 foram emplacadas em média 126,4 mil motocicletas, número 21,8% menor que o registrado em 2011, o melhor ano do setor, cuja média mensal foi de 161,7 mil unidades. Para o consultor e sócio da empresa Autoanálise, Francisco Trivellato, além da restrição ao crédito, a menor procura também afeta o setor.
“Esse segmento é muito dependente de modelos de baixa cilindrada, cujos compradores têm renda média entre R$ 1,5 mil e R$ 3 mil, bastante comprometida com inflação, e provavelmente estão preocupados com o momento atual.” Trivellato admite que a renovação das linhas Honda CG 125 e 150, o lançamento da Yamaha YS 150 Fazer e o Salão Duas Rodas (de 8 a 13 de outubro) podem melhorar o fluxo nas lojas: “Ter produtos novos sempre gera atratividade.”