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Motos: vendas cairão 5% no ano de 2014

A persistência do baixo volume de vendas após a Copa do Mundo obrigou as fábricas de motos a rever para baixo pela segunda vez as projeções anuais. A queda esperada ante 2013 é agora de 5%, não mais de 1,2% como se imaginava há três meses. Segundo a Abraciclo, entidade que reúne fabricantes do setor, até o fim do ano devem chegar às ruas 1,44 milhão de motos zero-quilômetro, ou 75,5 mil a menos que no já ruim 2013.
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cria

07 out 2014

3 minutos de leitura

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Veja aqui os dados divulgados pela Abraciclo

“Esperávamos que a média diária de emplacamentos voltasse ao nível registrado no início do ano (cerca de 6 mil unidades) depois da Copa, mas isso não ocorreu”, afirma o presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian. A média diária caiu para 5,2 mil em junho e permaneceu abaixo de 5,5 mil nos três meses seguintes.

A região em que ocorreu o maior recuo em emplacamentos no acumulado do ano foi o Sul do País (9,9%). “Acreditamos que as questões climáticas (frio e chuvas excessivas) tiveram peso importante nesse caso”, diz Fermanian. O segundo pior desempenho ocorreu no Nordeste, com 7,3% de recuo no acumulado até setembro ante igual período de 2013.

As vendas no atacado (das fábricas aos concessionários) totalizaram até o nono mês 1,07 milhão de motocicletas, recuo de 10,7% ante o mesmo período do ano passado. Em unidades, a perda de 128,4 mil vendas equivaleu a um mês a menos nos nove decorridos. Com a nova projeção, a Abraciclo estima 1,46 milhão de unidades repassadas à rede e queda de 5,5%.

A produção de motos em Manaus de janeiro a setembro somou de janeiro a setembro 1,16 milhão de unidades, recuo de 8% ante os mesmos meses do ano anterior. Com a revisão das projeções, a Abraciclo acredita em 1,55 milhão de motos montadas até o fim do ano, um recuo de 4,6% em relação a 2013.

As exportações de janeiro a setembro somaram 71,5 mil unidades, queda de 6,4% em relação aos mesmos meses de 2013. A revisão também atingiu as exportações, mas neste caso para cima em virtude da revisão de negociações com a Argentina, principal comprador das motos brasileiras. Em vez do embarque de 75 mil unidades até o fim do ano a associação prevê agora 90 mil, o que ainda assim resultará em queda de 14,3% ante 2013.

SCOOTER E ALTA CILINDRADA GANHAM ESPAÇO

Seja pelo aumento da procura, seja por lançamentos importantes, os scooters e as motos com cilindrada acima de 450 centímetros cúbicos ganharam espaço. No primeiro caso, as unidades emplacadas até setembro avançaram 35,4% ante igual período de 2013. Parte desse acréscimo se deve ao Honda PCX 150, que chegou à rede em maio de 2013 e tornou-se em pouco tempo o mais vendido.

As motos acima de 450 cc tiveram acréscimo de 9,8% explicado em boa parte por três lançamentos da linha Honda 500 desde o fim de 2013. “Com mais alguns anos o Brasil estará entre os quatro ou cinco maiores mercados nessa faixa de cilindrada”, diz o presidente da Abraciclo.