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Moura e Heliar querem fim da informalidade na reposição

A paulista Johnson Controls, conhecida pela marca Heliar, e a pernambucana Baterias Moura dividem os fornecimentos de baterias de chumbo-ácido para os fabricantes de veículos leves e pesados no País. A primeira conta vantagem: entre 24 montadoras, atende 22, sendo 17 de forma exclusiva. A Moura tem 13 como clientes.
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paulo

08 nov 2012

3 minutos de leitura

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O fornecimento direto é atrativo e pode ser avaliado somando uma bateria por veículo leve fabricado e 1,6 por caminhão ou ônibus. Feitas as contas, para 3,14 milhões de leves e 263,8 mil pesados emplacados em 2011, foram fornecidas ao mercado local no ano passado nada menos de 3,56 milhões de baterias aos fabricantes.

O preço de uma Heliar ou Moura nas lojas de serviço, para 60 amperes, é da ordem de R$ 280, mas as empresas tratam as negociações com as montadoras em segredo. Para as duas marcas, na reposição, o desafio é enfrentar quase um centena de marcas com produtos de qualidade discutível e informalidade tributária, que cobra R$ 140 pelas baterias de segunda linha.

CERTIFICAÇÃO

“A partir de 2013 esse cenário começará a mudar, com a ajuda da legislação”, diz Fábio Trigo, diretor da Johnson Controls Serviços, referindo-se à Portaria 299 do Inmetro, de 14 de junho. A partir de junho de 2013 as baterias automotivas fabricadas no País ou importadas deverão apresentar selo de certificação de conformidade do produto, sejam elas destinadas a montadoras ou ao aftermarket.

A portaria do Inmetro prevê prazo para adequação de estoques. Assim, as fabricantes e importadoras têm até dezembro de 2013 para zerar estoques de baterias sem certificação, enquanto o limite para o varejo é junho de 2014. “Depois disso, precisamos torcer para que ocorra uma fiscalização eficiente para assegurar não apenas a qualidade técnica, mas também rigor no recolhimento de tributos”, observa Trigo.

Spartacus Pedrosa, gerente de produtos da Moura, lembra outro ponto em defesa da indústria nacional: além das baterias, também os processos deverão ser certificados e auditados. Assim tanto os fabricantes de segunda classe quanto asiáticas terão de se desdobrar para o enquadramento na legislação. Ele concorda com Trigo: “A fiscalização e o rigor tributário constituem o xis da questão no mercado de reposição”.

CHUMBO

A Johnson Controls lançou com bons resultados a tecnologia Powerframe, que reúne produtos de elevado desempenho. Uma bateria dura de 45 a 48 meses, lembra Trigo. Ele diz também que a fábrica de Sorocaba (SP), detém 90% das vendas de baterias AGM para motocicletas, tecnologia também utilizada por veículos importados de alto nível, que representam um nicho para o fornecedor. Nessas baterias, o eletrólito fica embebido em chapas de fibra de vidro.

A Moura tem produtos similares à Powerframe, com grades laminadas de chumbo. “É o chumbo que faz a diferença no custo e desempenho da bateria”, explica Pedrosa. Segundo ele, 10% a 15% da produção da Moura é destinada diretamente à exportação.

“A Heliar oferece exclusiva assistência móvel 24 horas (pela Mondial Assistance) aos veículos equipados com seus produtos de até 75 amperes adquiridos na reposição, o que exclui os pesados”, afirma Trigo. O serviço é oferecido, no período de garantia de 18 meses, para atender qualquer falha de origem elétrica nos sistemas veiculares. Na troca de baterias, nas lojas de serviço, o produto usado é necessariamente recolhido e reciclado.