Segundo a Moura, no pico de sua operação, a nova fábrica terá capacidade para quase dobrar a produção anual do Grupo Moura, que hoje entrega 10 milhões de baterias por ano, entre automotivas, estacionárias, tracionárias e para motocicletas. A meta é entregar 1 milhão de unidades até o fim do ano, quando planeja empregar até 200 pessoas na nova operação, que demorou menos de um ano para ficar pronta.
Nesta primeira fase, a nova planta produzirá baterias de maior capacidade, aquelas dedicadas aos SUVs, caminhonetes, picapes e caminhões. Habilitada para atender diversas especificações, sua flexibilidade permite produzir um mix variado a fim de atender toda a demanda da América do Sul. Segundo a Moura, 15% de sua produção será voltada para exportações.
Planejada para ser autossustentável, a nova fábrica de Belo Jardim já nasce pronta para a expansão. As linhas são automatizadas, flexíveis e trazem um novo desenho logístico voltado para a eficiência. Seu projeto contou com a participação do Instituto de Tecnologia Edson Mororó Moura (ITEMM), um dos principais parceiros tecnológicos da Moura e único instituto de ciência e tecnologia do Brasil com foco exclusivo em pesquisa & desenvolvimento para sistemas de acumulação de energia. A planta reúne ainda cerca de 2 mil itens de melhoria nas etapas de concepção, desenvolvimento e implementação, desenvolvidos com a contribuição dos 6 mil trabalhadores das demais fábricas da empresa.
A gestão é baseada no programa líder de manufatura, que prevê até oito trabalhadores sob supervisão de cada encarregado de produção. Os preceitos da gestão na área de produção são inspirados no World Class Manufacturing (WCM) adotado pelo Grupo Moura em todas as suas unidades fabris.
Nos últimos 10 anos, a empresa aplicou cerca de R$ 1 bilhão em expansão de capacidade produtiva.