
“Ela vem para preencher um vazio na Yamaha entre a Fazer 250 e a MT-07”, afirma o gerente de marketing, Hélio Ninomiya. A Yamaha não arrisca projeções por causa do fraco desempenho do mercado no primeiro bimestre (que caiu cerca de 25% ante o mesmo período de 2015), mas acredita que a novidade terá procura maior que a R3, a esportiva mais vendida do Brasil nestes dois meses, com 245 unidades licenciadas. A MT-03 foi lançada ao lado do scooter N Max 160, que também começa a ser montado em Manaus com grande conteúdo importado (veja aqui).
Os dois modelos encerram um ciclo iniciado em setembro de 2013, quando a Yamaha prometeu um lançamento a cada seis meses. “Mas ainda teremos novos produtos este ano”, garante Ninomiya. A empresa deve trazer em algumas semanas a linha 125 cc com injeção eletrônica no lugar do carburador. “Os modelos antigos foram produzidos até o fim de 2015”, afirma o diretor de engenharia, Hilário Kobayashi.
BOA DE ASFALTO
A Yamaha MT-03 utiliza não só o motor da esportiva R3, mas também quadro, suspensões, tanque e componentes da traseira. Por causa disso ela mostra muita agilidade em aceleração, frenagens e curvas. A altura do assento (78 centímetros) facilita a pilotagem para quem tem 1,70 metro ou pouco menos que isso.

MT-03 compartilha motor, quadro, suspensões e até painel de instrumentos com a esportiva Yamaha R3. Comportamento na pista foi tão bom quanto, mas também falta força abaixo de 5 mil rpm (fotos: Mário Curcio)
Novamente deu para notar a qualidade do projeto pelo bom quadro e pelas suspensões bem acertadas. O amortecedor traseiro tem seis ajustes. A agilidade vem também do motor bicilíndrico com oito válvulas e duplo comando. Mas esse propulsor gosta mesmo de girar bem alto, pois na faixa de 4,5 mil rpm surgem buracos na aceleração. Dos 6,5 mil giros em diante ele passa a responder como deve. A Yamaha não informa a velocidade máxima, mas é possível esperar algo por volta de 170 km/h.
O painel tem um grande conta-giros analógico, velocímetro digital, lâmpada de alerta para troca de marchas (shift light) com funcionamento programável a partir de 7 mil rpm, indicador de marcha engatada, do nível de combustível, temperatura da água, relógio, hodômetros totalizador e parciais, indicador de troca de óleo, medições média e instantânea de consumo de combustível.
O Consórcio Yamaha tem plano de 60 meses com parcelas a partir de R$ 399,28. O seguro oferecido pela Yamaha custa entre R$ 1.880 e R$ 2.050 para as opções sem e com ABS.
Esta nova MT-03 não tem nada em comum além do nome com aquela moto lançada em 2008, que teve apenas 2,6 mil unidades produzidas no Brasil e somente naquele ano. A antiga utilizava o motor empregado na XT 660 e mais tarde também na linha Ténéré.