
A produção acumulada de janeiro até o final de agosto somou 2,047 milhões de unidades, contra 2,323 milhões no mesmo período de 2008, o que representa uma queda de 11,9%.
Os dados são da Anfavea – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores.
Jackson Schneider, presidente da entidade, explica que as empresas do setor estão se preparando para atender a um maior volume de encomendas em setembro diante da mudança nas regras do IPI. O imposto zero para veículos com motor de mil cilindradas prossegue até 30 de setembro, avança para 1,5% em outubro, para 3% em novembro, para 5% em dezembro. Em janeiro estará de volta aos 7%.
Exportações em baixa
Schneider afirma que as vendas externas continuam preocupando a indústria automotiva brasileira, que no ano passado exportou 735 mil veículos e este ano pode nem mesmo atingir 400 mil unidades.
Embora em agosto as exportações tenham crescido 21,8% sobre julho, para 45.358 unidades, ao longo do ano foram vendidos a outros países apenas 283.351 veículos, com recuo de 44,4% em relação ao mesmo período de 2008. No caso de veículos leves a redução foi de 43,2% e para caminhões de 68%.
Schneider estima que o setor deixou de arrecadar cerca de US$ 5,5 bilhões com a queda das exportações.
Vendas internas
O emplacamento de veículos recuou 9,6% em agosto, em relação a julho, somando 258.129 unidades. No caso dos caminhões a queda foi de 12,1%, para 8.542 unidades, mostrando que o programa ProCaminhoneiro, com juros anuais de 4,5%, ainda não faz o efeito esperado.
A participação dos veículos importados caiu para 14,5% (foram 15,2% em julho).
As vendas acumuladas este ano somam 1.993.332 unidades, contra 1.940.119 no mesmo período de 2008.
A Anfavea projeta vendas totais este ano, incluindo caminhões e ônibus, de 3,050 milhões de unidades.