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Muito prazer. Meu nome é Aisin

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cria

08 mar 2012

5 minutos de leitura

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Hideki Kawamura, presidente da Aisin, e Takeshi Osada, responsável pela área automotiva da empresa no País

Jairo Morelli, para AB

O mercado brasileiro não para de atrair investimento estrangeiro. E no setor automotivo a realidade não é diferente. A falta de capacidade e qualidade para atender determinadas demandas crescentes abre leque de ouro para novos players, que já perceberam o potencial e as brechas do negócio. De olhos bem abertos para este cenário promissor, a japonesa Aisin – desconhecida nacionalmente, mas que leva o status de quarto maior fornecedor de autopeças do mundo, com presença em 20 países – acaba de anunciar a abertura de sua segunda fábrica no País. A nova unidade, cuja estruturação ocorre na cidade de Itu, no interior de São Paulo, recebeu R$ 65 milhões destinados à produção de partes de bancos e portas para tradicionais clientes da empresa, como Toyota e Honda, e servirá como reforço para a pequena fábrica de Barueri, também em São Paulo.

Na planta, ainda em fase de instalação de máquinas, é possível ver pouca coisa, já que a operação só começará em agosto. Sua grandiosidade, entretanto, demonstra que algo importante está por vir. E, de fato, virá. A partir de 2014, a planta passará a fabricar também partes de motores, transmissões manuais e freios, produtos de maior valor agregado e que permitirão multiplicar o faturamento da empresa, dos R$ 65 milhões estimados para 2012, a R$ 400 milhões em 2015. “Essa é nossa meta e já estamos conversando com algumas montadoras para viabilizar os projetos. Mas ainda não temos nada fechado, são negociações demoradas e que dependem de diversos fatores”, despista, em bom japonês, o simpático presidente da Aisin do Brasil, Hideki Kawamura.

Em poucas palavras, o objetivo da multinacional é abocanhar clientela de peso como Fiat, Ford, General Motors e Volkswagen que, atualmente, sofrem com falta de capacidade e fornecedores. Para isso, foi criada, no fim do ano passado, estrutura independente de vendas e a divisão Automotive, cuja direção ficará nas mãos do nipônico Takeshi Osada. Enquanto as peças para o powertrain não se tornam realidade em Itu, as atenções estarão voltadas à estamparia de partes do banco do novo carro compacto que a Toyota produzirá em Sorocaba, no interior de São Paulo, assim como ao processo de nacionalização de componentes. “Um dos desafios que traçamos para a divisão Automotive é localizar o máximo possível de peças utilizadas em nossos produtos. A maioria dos componentes que hoje trazemos do México e adaptamos e montamos em Barueri deverá ser produzida integralmente em Itu”, antecipa Osada.

RECURSOS DO JAPÃO

Além do operacional produtivo, desenvolvimentos locais também ocorrerão, mas, vale ressaltar, sempre pelas mãos de profissionais oriundos da matriz. De acordo com Osada, 11 engenheiros japoneses serão trazidos, ainda este ano, para comandar os novos projetos e treinar o time local. “Engenheiros brasileiros também serão contratados e, alguns deles, levados para o Japão em aperfeiçoamento”, conta o executivo. E esse será o formato de trabalho desenvolvido por aqui, com muita cautela, um pouco de desconfiança, sem o risco de entregar para a concorrência os diferenciais da companhia, que promete produtos de qualidade elevada.

A prática se estende até mesmo às linhas de montagem, que chegam prontas do Japão. “Apenas algumas máquinas complementares deverão ser compradas por aqui.” Dessa forma, acreditam os diretores da Aisin, será possível aumentar o nível de automação da operação local, já que a unidade de Barueri, por ter sido construída em outro momento do mercado e com outras intenções, conta com muita interferência humana nos processos. “Isso ocorrerá em Itu, de maneira gradativa. Mas é uma das nossas intenções”, afirma Kawamura.

Com essa estruturação a Aisin espera conseguir brigar de frente com concorrentes de peso como Valeo, em portas, TRW, em freios, Mahle, em motores, entre outros fortes players instalados no País. “Nossa expectativa é chegar a 2015 com a mesma força dessas companhias”, diz Osada. Com tantas possibilidades e metas, a empresa já reformula seu plano de negócios, que deverá estar pronto no início do segundo semestre. “Muitas coisas mudaram e oportunidades apareceram. A partir de junho, teremos com maior clareza tudo o que deverá ser feito e quais outros investimentos serão realizados”, observa.

HISTÓRIA

A Aisin, apesar de ainda ser desconhecida do grande público, já tem alguns bons anos de Brasil. Segundo Kawamura, as portas foram abertas em 1974, com a montagem de escritório para a venda de máquinas de costura provenientes do mercado mexicano. A produção de autopeças começou apenas em janeiro de 2003, em Jandira, interior de São Paulo, onde eram fabricadas dobradiças de portas, limitador e fechadura eletrônica. Em 2006, as operações foram transferidas para a vizinha Barueri. Mundialmente, a companhia tem 74 mil funcionários e fornece grande variedade de produtos para motores, transmissões, portas e chassis. O portfólio compreende também equipamentos residenciais, como camas e máquinas de costura, hospitalares e de ar-condicionado.

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