logo

Mulheres trocam de carro mais rápido que homens, revela pesquisa

Estudo da Webmotors mapeou impactos do gênero e da classe social entre os compradores de carros
Author image

Redação AB

02 dez 2022

4 minutos de leitura

Imagem de Destaque

Uma pesquisa realizada pela Webmotors revela uma significativa diferença no comportamento entre homens e mulheres quando se trata de trocar de carro. O levantamento mapeia a jornada do consumidor e os impactos do gênero e da classe social entre os compradores de veículos nos últimos anos. 

Segundo os dados levantados, o público feminino que pretende mudar de carro em até um ano é 10% maior do que o masculino. Já o total de homens que desejam trocar de veículo em até três anos é 10% maior em relação às mulheres.

“Esses números contrariam o senso comum de que os homens são consumidores mais assíduos de carros do que as mulheres”, observa Cris Rother, CMO da Webmotors.

Troca de carro atrelada à renda

Diante da pergunta “essa foi a compra do seu primeiro carro?”, 61% dos entrevistados afirmaram que “sim”, enquanto 39% responderam que “não”. Entre pessoas com rendimento entre quatro e dez salários mínimos, as taxas percentuais mudam para 85% (sim) e 15% (não), respectivamente.

Já para os consumidores com renda entre dez e 20 salários mínimos, a variação fica entre 60% (sim) e 40% (não) e, entre aqueles que têm rendimento acima de 20 salários mínimos, os números somam 45% (sim) e 55% (não).

“Os resultados da pesquisa mostram a renda como um diferencial para o ingresso dos consumidores no mercado automotivo, sinalizando a importância do financiamento e do consórcio”, avalia Rother.

Tempo estimado para troca do veículo

Ainda sobre o tempo previsto para a troca de carro, pouco mais de um terço dos entrevistados pretende realizar a mudança “em mais de três anos” (36%). Por outro lado, 30% dos respondentes preferem fazer isso “em até dois anos” e 17% “em até um ano”.   

Quando o assunto é o bolso do consumidor, 50% dos que têm renda entre quatro e dez salários mínimos declaram ter a intenção de realizar a substituição do veículo comprado “em até dois anos”. Segundo o estudo, essa é a maior taxa de troca no menor prazo, na comparação com o detectado entre os demais extratos sociais. 


VEJA TAMBÉM:

 57% dos brasileiros já consideram comprar carros elétricos ou híbridos


Para os consumidores com renda acima de 20 salários mínimos, a previsão de troca também é maior no período “de até dois anos”, mas somente para 38% dos entrevistados. Já para aqueles com rendimento entre dez e 20 salários mínimos, a maior concentração de previsão de troca fica “em mais de três anos” (55%). 

Motivações para compra do primeiro veículo

Quando questionados sobre as motivações para comprar o seu primeiro carro, os entrevistados apontaram, sobretudo, a “necessidade” (30%), a “realização de um sonho” (22%) e a “comodidade” (18%). 

No recorte por extrato social, esses números mudam consideravelmente. Entre as pessoas com rendimento entre quatro e dez salários mínimos, “realização de um sonho” é o motivo principal para 30% dos entrevistados. Para quem tem renda entre dez e 20 salários mínimos, a “necessidade” aparece como a maior razão da compra (39%). 

Já na opinião de consumidores com renda acima de 20 salários mínimos, há um empate triplo entre “necessidade”, “realização de um sonho” e “liberdade” – as três opções foram apontadas, igualmente, por 23% dos entrevistados dessa camada social. 

A opção de pagamento à vista na primeira compra é a mais praticada entre as pessoas ouvidas (39%), seguida da escolha de consórcio (19%) e do financiamento com entrada em dinheiro (17%).

A força do meio digital na tomada de decisão

No que se refere à busca de informações para tomada de decisão sobre a compra, a internet situa-se no topo das opções dos consumidores (71%), independentemente da classe social ou do gênero. Familiares (53%) e amigos (51%) são, respectivamente, a segunda e a terceira opções mais utilizadas.

“A força do meio digital tende a aumentar cada vez mais, seja na pesquisa, no test-drive virtual e até mesmo na operação de pagamento”, estima Rother. 

O estudo, conduzido em parceria com a Midminers, ouviu 120 pessoas com idade acima de 18 anos. A amostragem teve em sua composição 52% de mulheres e 48% de homens, a maioria deles na faixa etária de 25 a 34 anos (49%) e com renda entre dez e 20 salários mínimos (46%). A Webmotors informou que apenas entrevistados que já tinham afirmado em um estudo anterior ter comprado um veículo há alguns anos participaram do levantamento.