
Müller rompeu o distanciamento da imprensa e conversou com jornalistas que visitavam a sede da companhia na cidade alemã de Wolfsburg. Segundo a agência Reuters, o executivo admitiu que o montante que a empresa tinha destinado ao problema até agora só cobrirá o recall dos veículos fraudados, sem incluir multas e prováveis indenizações com processos. Só na Europa já foram convocados 8,5 milhões de carros. Analistas estimam que a crise vai gerar custos de US$ 34 bilhões para a companhia nos próximos anos.
Contrariando qualquer expectativa, Müller garantiu que, por enquanto, as vendas do grupo não sofreram queda. Segundo ele os números de outubro mostram estabilidade. “Se houver uma mudança no ritmo de vendas nós reagiremos rápido”, assegurou, sinalizando que a empresa trabalhará para reverter a situação. A companhia confirmou ter interrompido as vendas na União Europeia dos carros equipados com os propulsores que não respeitam a norma de emissões.
O CEO da Volkswagen preferiu não falar sobre a investigação em curso para apurar quais são os responsáveis na organização pelo chamado “dieselgate”, considerado um dos maiores escândalos da história da indústria automotiva. A crise já foi responsável por fazer o grupo perder cerca de 25% de valor de mercado, além de ter gerado uma série de processos e investigações contra a companhia em diversos países.