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Museu do Automóvel de Brasília está lacrado

Nesta quinta-feira, 27, está fazendo uma semana que o Museu do Automóvel de Brasília foi lacrado. O acervo conta com 50 raridades e até exemplares únicos. Boa parte dos veículos pertence ao seu curador, o advogado e jornalista Roberto Nasser. O museu foi criado em 1994 por um convênio celebrado com o Ministério dos Transportes. Contudo, desde 2000, Nasser disputa com a Secretaria de Patrimônio da União o direito de permanecer no local: “Em 2006 reformamos o espaço (mais de mil metros quadrados) e construímos outros 450 m²”, afirma Nasser. Esta obra seria, segundo ele, a contrapartida para permanecer no local.
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cria

27 set 2012

2 minutos de leitura

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Em setembro de 2010, segundo o Ministério dos Transportes, ocorreu o ajuizamento de uma ação de reintegração de posse, movida pela União. Em novembro daquele ano, a Justiça Federal concedeu liminar, determinando que o imóvel fosse desocupado no prazo de 90 dias. Em janeiro de 2011, em grau de recurso no Tribunal Regional Federal, o prazo para que o Museu do Automóvel devolvesse o imóvel à União foi estendido para 180 dias. Assim, estaria esgotado desde julho do ano passado.

O Governo do Distrito Federal ofereceu outro local no Parque da Cidade, a cerca de dois quilômetros da sede atual, mas, segundo Nasser, falta um decreto para que o local possa ser utilizado. O espaço também precisaria de obras para receber carros e visitantes. O acervo atual é formado por veículos montados no Brasil. Em janeiro deste ano, a Ford doou um Landau 1981 (foto acima) ao museu. Além dos automóveis, o acervo tem uma biblioteca com 8 mil volumes e 10 mil itens documentais. “O museu funciona para valer, é didático e cumpre sua finalidade”, afirma Nasser. Desde 2004 o espaço abria diariamente e daquele ano até o atual houve 120 mil visitantes.

De acordo com o Ministério dos Transportes, o espaço lacrado servirá para atendimento dos usuários do Passe Livre, política pública que concede transporte interestadual gratuito a pessoas carentes. O espaço também receberá arquivo morto referente à vida funcional de servidores públicos.