
O Ford Mustang é um ícone nos Estados Unidos e deve continuar sendo na era dos veículos eletrificados. No ano passado, segundo dados da montadora, o modelo elétrico do clássico, o Mustang Mach-E, registrou um volume maior de vendas do que sua versão equipada com motor a combustão.
O balanço mostrou que em 2024 foram vendidas 44 mil unidades do Mustang a combustão, um volume que representou queda de 9,5% ante 2023.
Por outro lado, as vendas do modelo elétrico diminuíram 27%, somando 51,7 mil unidades na mesma base de comparação.
No entanto, ainda é cedo para afirmar se o consumidor se rendeu ao trem de força eletrificado do Mustang, um veículo que construiu sua imagem esportiva ao longo dos anos, marcado por uma atmosfera que exala aroma de gasolina.
Nesta oportunidade, o consumidor, sim, se rendeu às promoções que a Ford criou para tornar a versão elétrica mais atrativa.
Entre elas, um programa que concede ao cliente um carregador doméstico grátis, com instalação incluída, além de assistência técnica.
A estratégia comercial parece ter dado certo, com razão em um momento em que a maioria das montadas nos EUA tenta, de alguma forma, investir em vendas de energia elétrica.
Fatia dos elétricos poderá ser de 8% nas vendas totais nos EUA
Em 2024, uma estimativa da Cox Automotive aponta para um mercado de 1,3 milhão de unidades, ou 8% do total de veículos vendidos no país.
As vendas nos EUA, inclusive, chegaram a superar as da Europa em determinados momentos do ano passado, como no terceiro trimestre.
Entretanto, nem tudo são flores no mercado de veículos elétricos nos EUA.
Apesar dos descontos e promoções, as montadoras deverão enfrentar algum tipo de dificuldade daqui para a frente caso a agenda política do governo Trump imponha barreiras aos incentivos de compra para os elétricos.