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Giovanna Riato, AB
Enquanto o mercado nacional se prepara para a chegada da nova fase do programa de redução nas emissões de veículos a diesel, o Proconve P7 ou Euro 5, em janeiro de 2012, a engenharia brasileira da MWM International já desenvolve motores Euro 6. O propulsor está em fase de aplicação em diversas plataformas e deve ser lançado em 2013 no mercado europeu para atender a nova fase do programa de emissões, que começa em 2014.
Além do Brasil, a companhia tem centros de pesquisa nos Estados Unidos, Índia e China. A unidade nacional é responsável pelo desenvolvimento de motores de até 10.7 que seguem as normas europeias. “Com isso, a engenharia local alcança outro patamar tecnológico, o que também nos permite ampliar as exportações”, comemora Domingos Carapinha, gerente da divisão de engenharia de motores da companhia.
O propulsor será vendido na Europa a partir de 2014, quando entra em vigor a próxima etapa da legislação de emissões. No Brasil a novidade chega só em 2016 para acompanhar o calendário do Proconve. Apesar do atraso, o executivo destaca que o País apresenta vantagem sobre outros emergentes. “A Índia só entra no Euro 5 em 2014 e a China em 2016”.
Mistura de tecnologias
Chegar a uma tecnologia viável para os novos motores não foi tarefa fácil. A empresa optou por utilizar uma combinação dos dois sistemas disponíveis para o Euro 5, com um propulsor EGR equipado com pós-tratamento SCR. A sopa de letrinhas ficou ainda mais encorpada com a inclusão do DFP (Diesel Particulate Filter), que filtra 90% das emissões de material particulado e é auto-regenerativo, dispensando trocas.
O resultado, segundo a empresa, superou as expectativas. Em testes com a tecnologia aplicada no motor MaxxForce 3.2 abastecido com diesel S10, as emissões de ôxido de nitrogênio ficaram em 0.4 g/kWh, redução de cinco vezes sobre o índice registrado com o propulsor Euro 5. A emissão de material particulado foi reduzida em duas vezes na comparação com a legislação anterior, para 0,01 g/kWh. O motor ganhou ainda incremento de 50% no torque e aumento no tempo de vida de 300 mil para 500 mil quilômetros.
“Toda vez que um novo limite é anunciado alcançar os limites parece impossível, todos pensam que não conseguiremos chegar, mas o motor diesel provou que pode ser uma máquina eficiente e limpa”, defende o gerente. Para a empresa, a propulsão dos veículos pesados do futuro está muito mais próxima da tecnologia, com possibilidade de uso de biocombustíveis, do que de soluções híbridas ou elétricas.
Com o sistemas já escolhido para a próxima etapa do Proconve, a empresa trabalha para chegar a um preço competitivo. “Ainda não temos ideia de quanto vai custar, mas queremos minimizar este impacto”, conta Carapinha. Por enquanto, o executivo prefere apenas enumerar a extensa lista de vantagens prometidas pela novidade.
Assista à entrevista exclusiva com Domingos Carapinha, gerente da divisão de engenharia de motores da MWM International:
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